segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

PROBLEMAS NÃO, SOLUÇÕES


Você tem algum problema...? Quer realizar algum desejo...? Quer saber tudo sobre o seu futuro...? Precisa de um conselho para tomar uma decisão...? Porque continuar com problemas?!!! Quando tudo, mas tudo, pode ser resolvido tranquilamente, sem sair de casa. Entenda melhor a si mesmo(a)! Ou sobre outra(s) pessoa(s), no maior sigilo, no maior conforto, sem perder horas em consultórios e a preços muito acessíveis e conforme as suas necessidades Escolha a modalidade que mais lhe interessa e satisfaz.
- Banhos de encanto para garotas de programa
- Pacto de riqueza
-Trabalho para amarrar a pessoa amada
-Trabalho para afastar duas pessoas (trabalho de separação)
-Trabalho para dominar a pessoa amada
-Trabalho para fazer com que a pessoa amada não tenha mais olhos para ninguém (a não ser para você, claro! )
-Trabalho para obrigar namorado(a) a assumir compromisso sério, casamento, namoro firme.
-Trabalho para tornar o(a) parceiro(a) mais dócil, carinhoso, dedicado
-Trabalho para acender o "Fogo do Desejo, paixão" Esquentar o relacionamento
-Trabalho para afastar a influência de pessoas que não desejam a sua felicidade e atrapalham a sua relação
-Trabalho para acabar com a hostilidade da família em relação ao namorado(a)
-Trabalho para remover trabalhos feitos, influências malignas, feitiçarias, inveja e calúnias na relação
-Trabalho para segurar o(a) amante, marido, esposa e namorado(a) contra a sedução de terceiros
-Trabalho para não permitir que façam nenhuma feitiçaria para acabar com a sua relação (trabalho especifico , precisa nome completo da pessoa e data de nascimento ou fotografia
-Trabalho para encontrar a pessoa amada ( ainda que julgue impossível )
-Trabalho para acabar com a solidão ( trabalho específico para isso )
-Trabalho que obriga a pessoa amada a assumir-lhe ( a si e vossa relação )
-Trabalho para acaba com a interferência de familiares e amigos
-Trabalho para ajudar a ser bem aceito socialmente (infelizmente ainda há muito preconceito).Magia forte, que lhe ajude a ser aceito e admirado por todas as pessoas.
-Trabalho para impotência sexual
-Preparação de amuleto nas 7 linhas com cruzamentos, para sua proteção e fechamento de corpo.
-Trabalho para união familiar.
-Trabalho para arrumar emprego
-Trabalho para passar em concursos públicos ( Trabalhos fortes e eficientes ).
-Trabalho para aumentar o desejo
-Trabalho aumentar o carisma
-Trabalho para aumentar a auto-estima
-Trabalho para ser bem sucedido(a) sexualmente
-Trabalho para atrair quem você desejar
-Trabalho para ser o centro das atenções
-Trabalho para ser desejado(a) por quem quer que seja
-Trabalho para dominar a situação
-Trabalho para dominar a pessoa amada ou desejada
-Trabalho para Tornar-se a pessoa mais sexy e desejável (mesmo que não tenha atributos físicos)
-Trabalho para ser bem sucedido(a) nos negócios (por meio de manipulação "hipnótica")
-Ascensão profissional
-Sucesso pessoal
-Trabalho para Ser o(a) líder entre os que se dizem líderes.
Para entrar em contato com pai Guilherme d'Bará ligue para o fone 53 84352242 ou pelo email buzionline@hotmail.com

O SENHOR DO CHÃO ADVERTE: EVITE POLEMIZAR



Regência da Semana: NSUMBU 18/02/2013
O Senhor do chão te deixará solidário e trabalhador. Ajudará em estudos e reuniões. Evite polêmicas em família.
Simbologia:
Nsumbu é representado pela Sosa (grande lança). Dia: segunda-feira, bom para iniciar projetos.
Oferenda:
Mukende: feijão preto temperado com dendê.
Cores:
Amarelo, preto e branco que simbolizam mistério e atraem mudanças.
Características do Orixá:
Nsumbu é um Nkise (Divindade da cultura bantu), responsável pela terra chamado de: "kitata hia ixi" (Pai da terra). Usa a dikopa (cobertura de ráfia) e comanda a "Kukuana hia Nsumbu" (Cerimônia de suas oferendas votivas). Seu culto está ligado a Kitembo e a Lembaranganga.
Para mudança de pensamento com Nsumbu:
Escreva o nome da pessoa sete vezes à lápis, num papel branco e coloque num prato de papelão. Faça um mingau de creme de arroz, deixe esfriar e coloque por cima do nome. Estoure 250gr de pipoca no azeite doce, deixe esfriar e coloque por cima do mingau. Polvilhe por cima açúcar mascavo com pemba branca ralada e arrie debaixo de uma árvore bonita pedindo com fé a Nsumbu.
SIMPATIA DA SEMANA : PARA VOLTA ÀS AULAS
A folia acabou e se você ou alguém da família está voltando às aulas, segure firme um livro de qualquer matéria dizendo: "O São Bento, Santo estudante, ajude-me (ou ajude fulano) nos estudos diários". Depois, pegue o livro e coloque-o no seu material escolar. Faça com fé e tenha bom retorno escolar!


sábado, 16 de fevereiro de 2013

ORIXÁ EWÁ


Ewá é filha de Nanã, irmã de Obaluaiê e gêmea de Oxumaré. É o Orixá do rio Yewa que fica na antiga tribo Egbado no estado de Ogun na Nigéria. É a divindade do canto, da música, dos sons da natureza, das coisas alegres e vivas. Está presente no canto dos pássaros, no correr dos rios, no barulho das folhas sopradas ao vento, na queda da chuva, no assovio dos ventos, na música interpretada por uma criança, no choro do bebê. 
Senhora do belo, Ewá é aquela que vai dar cor aos seres, torná-los bonitos, vivos, estimulando a sensibilidade, a fragilidade das coisas. É a deusa da beleza e tem o poder da vidência. Sua força natural é ligada à alegria, dividindo com Ibeji a regência daquilo que se chama ou se tem como feliz. 
Ewá habita as matas, lagos, rios e o próprio ar.  É o Orixá que transforma a água de seu estado líquido para o gasoso, gerando nuvens e chuvas. É associada também à guerra e possui fúria incontrolável. É a parte branca do arco-íris, por isto sua proximidade ritual e característica com Oxumaré. 
Usa um cetro chamado calabá que é composto por uma cabaça com uma lança no centro, no sentido vertical, enfeitada com tiras de búzios.  As cores de seus colares são o vermelho e azul (transparentes), usa como insígnias a âncora e a espada, ofá que utiliza na guerra ou na caça, brajás de búzios, roupa enfeitada com iko (palha da costa) tingida. 
Pouco conhecida no Brasil, é cultuada na Bahia somente em três casas antigas devido à complexidade de seu ritual. As gerações mais novas não captaram conhecimentos necessários para a realização do seu ritual, daí se ver, constantemente, alguém dizer que fez uma obrigação para Ewá, quando na realidade o que foi feito é o que se faz normalmente para Oxum ou Oyá. O desconhecimento começa com as coisas mais simples, como a roupa que veste, as armas e insígnias que segura e os cânticos e danças. Ewá é considerada a metade mulher de Oxumaré pois mantém fundamentos em comum com este Orixá e inclusive dançam juntos.  
Alguns dizem que sua data é comemorada em 13 de Dezembro, outros que é comemorada em 5 de agosto.  Faz sincretismo com Nossa Senhora das Neves.

LENDAS

1 – Oduduá encarregou Ewá de fazer alguns ajustes na Terra, em sua forma estética. Ewá, então transformou-se em um camaleão, assim plainou toda a superfície do planeta, deixando-a lisinha, uniforme e redonda com Oduduá, a grande mãe criadora da Terra, sempre quis. Sabendo do grande sucesso de Ewá na missão proferida e ordenada por Oduduá, Obatalá (Oxalá), o grande pai e criador do ser humano em sua forma, encarregou também Ewá de semear a vida vegetal no planeta. Para essa difícil tarefa, Ewá se transformou em uma galinha de cinco dedos.  Com as sementes dadas por Obatalá, Ewá ciscou e espalhou de forma desigual as tais sementes, originando, com triunfo, todo o verde. Assim foi conferido por Oduduá e Obatalá o título de “dona da transmutação”, à divindade Ewá. 
2 – Havia uma mulher que tinha dois filhos, aos quais amava mais do que tudo. Levando as crianças, ela ia todos os dias à floresta em busca de lenha, lenha que ela recolhia e vendia no mercado para sustentar os filhos. Ewá, seu nome era Ewá e esse era seu trabalho, ia ao bosque com seus filhos todo dia. Uma vez, os três estavam no bosque, entretidos, quando Ewá percebeu que se perdera. Por mais e mais foram os três se embrenhando na floresta.  As duas crianças começaram a reclamar de fome, de sede e de cansaço. Quanto mais andavam, maior era a sede, maior era a fome. As crianças já não podiam andar e clamavam à mãe por água. Ewá procurava e não achava nenhuma fonte, nenhum riacho, nenhuma poça d’água. Os filhos já morriam de sede e Ewá se desesperava. Ewá implorou aos deuses, pediu a Olodumaré. Ela deitou-se junto aos filhos moribundos e, ali onde se encontrava, Ewá transformou-se numa nascente d’água. Jorrou da fonte água cristalina e fresca e as crianças beberam dela. E a água matou a sede das crianças. E os filhos de Ewá sobreviveram. Mataram a sede com a água de Ewá. A fonte continuou jorrando e as águas se juntaram e formaram uma lagoa. A lagoa extravasou e as águas mais adiante originaram um novo rio. Era o rio Ewá, o Odô Ewá.

CARACTERÍSTICAS DO ORIXÁ EWÁ 
Dia da semana – sábado
Domínios – beleza, vidência, criatividade
Cores – vermelho vivo, amarelo, coral, rosa
Contas – vermelhas de cristal ou amarelo rajado de vermelho e azul, búzios e corais
Símbolos – calabá (cetro), ejó (cobra) e espada, ofá (lança e arpão)
Metais – ouro, prata, cobre
Elementos – florestas, céu rosado, astros, estrelas, água de rios e lagoas
Comidas – milho com côco, batata doce, canjiquinha, banana da terra inteira feita com azeite de dendê e com farofa do mesmo azeite
Ervas – cana-do-brejo, folha de Santa Luzia, oju oro, osibatá, carrapicho, arrozinho, mutamba
Animais – sabiá
Pedras – rubi, quartzo-rosa
Atribuições – limpa o ambiente, traz harmonia, alegria e beleza
Saudação – Ri ro Ewá!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

NOSSA SENHORA APARECIDA


Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida é um título católico dedicado a Maria, mãe de Jesus de Nazaré. O seu santuário localiza-se em Aparecida, no estado de São Paulo, e a sua festa é comemorada anualmente em 12 de outubro. Nossa Senhora Aparecida é a padroeira dos católicos do Brasil e na umbanda, mais especificamente em São Paulo, faz sincretismo com Oxum, o Orixá dos rios. 
A sua história tem seu início em meados de 1717, quando chegou a Guaratinguetá a notícia de que o conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, governador da então Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, iria passar pela povoação a caminho de Vila Rica (atual cidade de Ouro Preto), em Minas Gerais. 
Desejosos de obsequiá-lo com o melhor pescado que obtivessem, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves lançaram as suas redes no rio Paraíba do Sul. Depois de muitas tentativas infrutíferas, descendo o curso do rio chegaram a Porto Itaguaçú, a 12 de outubro. Já sem esperança, João Alves lançou a sua rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a cabeça. Em nova tentativa apanhou a cabeça da imagem. Envolveram o achado em um lenço. Daí em diante, os peixes chegaram em abundância para o três humildes pescadores. 
Durante quinze anos a imagem permaneceu na residência de Filipe Pedroso, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para orar. A devoção foi crescendo entre o povo da região e muitas graças foram alcançadas por aqueles que oravam diante da imagem. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil. Diversas vezes as pessoas que à noite faziam diante dela suas orações viam luzes de repente apagadas e depois de um pouco reacendidas sem nenhuma intervenção humana.  Logo, já não eram somente os pescadores os que vinham rezar diante da imagem, mas também muitas outras pessoas das vizinhanças. A família construiu um oratório no Porto de Itaguaçú, que logo se mostrou pequeno. 
Por volta de 1734, o vigário de Guaratinguetá construiu uma capela no alto do Morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Em 20 de abril de 1822, em viagem pelo Vale do Paraíba, Dom Pedro I e sua comitiva visitaram a capela e a imagem. 
Em 1834 foi iniciada a construção de uma igreja maior (a atual Basílica Velha) para acomodar e receber os fiéis que aumentavam significadamente, sendo solenemente inaugurada e benzida em 08 de dezembro de 1888. 
Em 06 de novembro de 1888, a Princesa Isabel visitou pela segunda vez a basílica e ofertou à santa, em pagamento de uma promessa (feita em sua primeira visita em 08 de dezembro de 1868), uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com um manto azul, ricamente adornado.  
Em 28 de outubro de 1894, chegou à Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da imagem para rezar com a Senhora “Aparecida” das águas. 
A 08 de setembro de 1904, a imagem foi coroada com a riquíssima coroa doada pela Princesa Isabel, portando o manto anil, bordado em ouro e pedrarias, símbolos de sua realeza e patrono. A celebração solene foi dirigida por D. José Camargo Barros, com a presença do Núncio Apostólico, muitos bispos, o Presidente da República Rodrigues Alves e numeroso povo.
Em 17 de dezembro de 1928, a vila que se formara ao redor da igreja no alto do Morro dos Coqueiros tornou-se município, vindo a se chamar Aparecida, em homenagem a Nossa Senhora, que fora responsável pela criação da cidade. 
Nossa Senhora da Conceição Aparecida, foi proclamada Rainha do Brasil e sua Padroeira Oficial em 16 de julho de 1930, por decreto do papa Pio XI, sendo coroada. Pela Lei nº 6.802 de 30 de junho de 1980 foi decretado oficialmente feriado no dia 12 de outubro, dedicando este dia à devoção. Também nesta lei a República Federativa do Brasil reconhece oficialmente Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. 
A imagem retirada das águas do rio Paraíba, em 1717, é de terracota e mede quarenta centímetros de altura. A argila utilizada para a confecção da imagem é oriunda da região de Santana do Parnaíba, na grande São Paulo. 
Em 1978, após sofrer um atentado que a reduziu a quase duzentos fragmentos, foi encaminhada ao Prof. Pietro Maria Bardi, diretor do Museu de Arte de São Paulo (MASP), que a examinou juntamente com o Dr. João Marinho, colecionador de imagens sacras brasileiras. Foi então totalmente restaurada pelas mãos da artista plástica Maria Helena Chartuni. 
Foram atribuídos vários milagres a Nossa Senhora Aparecida e até hoje muitos fazem e cumprem promessas. A fé dos devotos é enorme e a grande maioria consegue alcançar o seu desejo.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

PENSAMENTO


Será inútil dizer...
Será inútil dizer “Pai Nosso” se em minha vida não ajo como filho de Deus, fechando meu coração ao amor.
Será inútil dizer “que estais nos céus” se os meus valores são representados pelos bens da terra.
Será inútil dizer “santificado seja o vosso nome” se penso apenas em ser cristão por medo, superstição e comodismo.
Será inútil dizer “venha a nós o vosso reino” se acho tão sedutora a vida aqui, cheia de supérfluos e futilidades.
Será inútil dizer “seja feita a vossa vontade aqui na terra como no céu” se no fundo desejo mesmo é que todos os meus desejos se realizem.
Será inútil dizer “o pão nosso de cada dia nos dai hoje” se prefiro acumular riquezas, desprezando meus irmãos que passam fome.
Será inútil dizer “perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido” se não me importo em ferir, injustiçar, oprimir e magoar aos que atravessam o meu caminho.
Será inútil dizer “e não nos deixais cair em tentação” se escolho sempre o caminho mais fácil, que nem sempre é o caminho de Deus.
Será inútil dizer “livrai-nos do mal” se por minha própria vontade procuro os prazeres materiais, e se tudo o que é proibido me seduz.
Será inútil dizer “Amém” porque sabendo que sou assim, continuo me omitindo e nada faço para me modificar.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O BATUQUE NO RIO GRANDE DO SUL


Quando falamos sobre o Rio Grande do Sul, é comum que as pessoas logo façam referência à significativa influência que a colonização de alemães, italianos, poloneses e outros europeus teve na história desse lugar. Apesar de correta, esta referência acaba por homogeneizar a cultura gaúcha, deixando em segundo plano, a grande contribuição que os negros tiveram não só na economia, mas como também em outras práticas culturais e religiosas do lugar.
Entre outras marcas fazemos menção especial sobre o batuque, uma prática religiosa que floresceu entre a queda da indústria do charque e a chegada de escravos ao ambiente urbano da capital Porto Alegre. Nos meados do século XIX, esse deslocamento fez com que vários negros tivessem mais tempo para desenvolver suas práticas religiosas. Mediante as possibilidades de desenvolvimento de uma fé própria, o Estado logo foi se transformando em espaço para diversos cultos de influência africana.

Além das religiões afro mais conhecidas, a região sul particularizou-se na história das religiões brasileiras com o surgimento do batuque. O desenvolvimento dessa crença acontece em templos que levam o nome de “casa de batuque”. Cada uma delas se organiza sob a liderança de um sacerdote que assume a condição de pai ou mãe de santo. Tendo ampla autoridade em seu templo, os sacerdotes das casas de batuque costumam criar uma rede de relações ao visitarem seus templos.
Não tendo interesse em sua ampla disseminação, os praticantes do batuque guardam a crença para que seus inimigos não tomem conhecimento desse seu dote místico. Ao se filiar a uma casa de batuque, o convertido se aproxima dos dois orixás que guiam a sua vida, sendo que um é responsável pelo corpo e outro pela mente. Assim como em outras religiões, o batuqueiro tem a preocupação de realizar oferendas e homenagens aos orixás que o protegem.
As oferendas desenvolvidas no batuque exigem o oferecimento de alimentos e de sangue animal, que geralmente é derramado na cabeça do praticante e no ocutá (uma espécie de pedra que representa o orixá). Do ponto de vista simbólico, essa ação busca alimentar os orixás, para que, assim, eles estejam fortes o suficiente para proteger os seus filhos humanos.
Esse é apenas um dos eventos que acontecem nas cerimônias do batuque. Primeiramente, os praticantes reservam um dia para o serão, que envolve o sacrifício dos animais e a preparação dos alimentos que compõem a cerimônia. No sábado, uma grande reunião é feita para que os alimentos sejam consumidos em grupo. Na outra semana, a mesma preparação é feita com o sacrifício de peixes e a evocação de cânticos entoados ao som dos tambores.
Entre os ritos que singularizam o batuque, a chamada “balança” estabelece o transe de vários praticantes que incorporam as divindades. Nesse instante, o possuído muda o seu comportamento ao realizar danças que fazem clara referência aos mitos que determinam o orixá representado. Antes somente praticado por negros, o batuque hoje se mostra presente entre brancos e pessoas oriundas de classes sociais mais abastadas.
Importante símbolo de nossa diversidade, o batuque gaúcho veio a incorporar outras influências locais, ao determinar que alguns orixás se alimentem de pratos típicos, como a polenta, o mieró e o churrasco. Mais curioso ainda, é ver que os batuqueiros homens utilizam a bombacha como uniforme. De fato, o batuque assimila vários ícones que extrapolam os elementos de origem ou significação africana.
A grande presença de despachos e lojas que comercializam materiais ritualísticos afro-brasileiros mostra um conflito na sociedade rio-grandense. Afinal de contas, o desconhecimento de tais práticas estabelece um esforço para que o batuque seja dizimado e, ao mesmo tempo, expõe a resistência dos grupos que se valem dessa proteção espiritual. Talvez seja por tal razão que o compositor Caetano Veloso recentemente compôs um verso dizendo que “a verdadeira Bahia é o Rio Grande do Sul”.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

IEMANJÁ -- MÃE DO MUNDO


Yemanjá é a mãe sagrada, a mulher que dá origem à humanidade, a mãe do mundo. Yemanjá incorpora todos os valores da mulher, mas torna-se sagrada ao assumir o papel de mãe, principalmente quando admitimos que o conceito de mãe, definido pela cultura, é muito mais complexo do que se supõe. Mãe não é simplesmente, a mulher que pare, a que cria os filhos, que alimenta e dá carinho, mas é a mulher sacralizada, aquela que une os filhos pelos laços da consangüinidade e que, ao mesmo tempo, os separa pelas regras que a cultura, às vezes mais forte do que o sangue. 
Yemanjá é a imagem do próprio oceano, imenso e infinito a separar os continente, a separar a humanidade, mas também o elo fundamental que uniu a África e o Novo Mundo na mesma fé, a fé nos Orixás. 
Yemanjá é a mãe do mundo, mundo que ela mesma povoou e alimentou. Afigura da Grande Mãe está presente em todas as culturas bem como os aspectos sagrados que a caracterizam, dos seios de Yemanjá jorraram todos os rios do mundo, o sustento da humanidade. Ela é a mãe de todas as cabeças, a mestra, que nos oferece equilíbrio e discernimento, Yemanjá faz com que cada cabeça, isto é, cada ser humano seja único, diferente, mas por outro lado, nos iguala na intensidade de seu amor, pois não pode mensurar o amor de uma mãe, apenas senti-lo, forte, intenso, imenso. Apesar de no Brasil Iemanjá ser cultuada nas águas salgadas, sua origem é um rio que corre para o mar. Inclusive, todas as sua saudações oriquis e cantigas remetem a essa origem. A saudação Odò-Iyá, por exemplo, significa, mãe do rio, á a saudação Eérú-Iyá faz alusão às espumas formadas no encontro das águas do rio com as águas do mar, sendo esse um dos locais de culto a Iemanjá. 
Yemanjá a Deusa mais festejada, a mais amada, reverenciar Yemanjá é ter a certeza de possuir uma mãe protetora sempre atenta aos passos de seus filhos.