domingo, 8 de julho de 2012

O QUE SIGNIFICA O OXÉ DE XANGÔ?


Há muito tempo, quando o homem branco ainda nem sabia da existência da mãe África, o Rei Xangô reinou sobre as terras de Óyó, sempre de maneira justa e correta. Porém, seu reino fora invadido por um rei inimigo, que tentava a todo custo dominar as terras alheias, não poupando vidas e nem medindo esforços para atingir seus objetivos. Xangô tudo fazia para proteger seu povo, mas o inimigo era voraz como uma fera indomada e ordenava a seu exército que não poupasse vidas. Velhos e crianças eram sacrificados sem piedade, as mulheres antes de serem mortas, eram submetidas às mais humilhantes situações, sendo obrigadas a servir os senhores do exército. Desesperado ao ver o seu povo sendo trucidado pelo exército inimigo, Xangô subiu ao alto de uma montanha de pedra e, de lá, gritou com todas as suas forças, pedindo a Orumilá que o ajudasse a colocar fim a todo aquele sofrimento. Sentindo o desespero do Rei, Orumilá resolveu ajudar Xangô, mas resolveu também, ao mesmo tempo, testar o seu senso de justiça, dando a ele o Oxé, um machado de lâmina dupla, uma arma poderosa, que poderia ser usada tanto para vencer a batalha de maneira justa, como também poderia ser usado para saciar a sede de vingança, derramando o sangue dos soldados inimigos. Cheio de fúria Xangô ergueu o Oxé e urrou como um leão. Seu grito foi ouvido em todos os cantos da terra.

Muitos juraram ser um trovão, e certamente era, junto com a ira do Rei em guerra. Com seus poderosos braços de guerreiro, começou a deferir violentos golpes com o Oxé sobre as pedreiras. Ao tocar nas pedras, as lâminas do Oxé saltavam enormes faíscas, verdadeiros raios, que atingiam em cheio os líderes do exército inimigo, que caiam mortos, fazendo assim com que a guerra terminasse rapidamente, com os invasores fugindo como cães covardes. No entanto Xangô teve o cuidado de não deixar que os raios ferissem os soldados dos exércitos inimigos, pois sabia que esses pobres coitados apenas obedeciam as ordens de seus generais. Orumilá, percebendo que Xangô usara com justiça e bom senso o Oxé, deixou que ele ficasse com a arma para todo o sempre, pois sabia que ela só seria usada para fazer a justiça, castigando os maus de acordo com seus atos e protegendo os justos e oprimidos, também dentro de seu merecimento.
Assim é até hoje, quando é de nosso merecimento, o Oxé de Xangô desce sobre nossas cabeças para proteger ou mostrar que é necessário mudar a forma de agir em nossas vidas.

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sábado, 7 de julho de 2012

ENFERMIDADES DA ALMA


As enfermidades da alma "espirituais" são aquelas enfermidades causadas pela ação direta dos "maus espíritos" sobre o corpo ou a mente de uma pessoa.
Geralmente não se consegue ter um diagnóstico médico para este tipo de enfermidades porque na maioria dos casos, apesar de existir alguns sintomas de enfermidades comuns ao corpo, a doença não acusa nos exames do paciente. É por este motivo também que em muitos casos a pessoa faz tratamento durante anos e não vê a cura, ou ainda, começam a aparecer vários sintomas, se trata de um e logo aparece outro sintoma ou, quando o médico examina o paciente e diz que não tem nada, mas a dor continua e isso mostra que tem alguma coisa de errado.
De outro lado, também temos os ditos feitiços que de uma forma em geral, conseguem atuar no plano físico e material através de energias modificadas. Esses feitiços quando manipulados e direcionados podem causar enfermidades no corpo e na alma de uma pessoa, desavenças familiares e também pode aflorar com maior  intensidade a insegurança, o medo, desanimo e etc...
Mas não podemos deixar de fora os casos de egun "espíritos de antepassados" principalmente de pessoas próximas já falecidas que não conseguem se desligar da família e seguir seu caminho, causando em alguns casos consequências graves no âmbito familiar.
"Quando temos algum doente em casa, a nossa tendência é adoecer junto com ele. A situação acaba envolvendo a todos os entes queridos pela preocupação de cuidar dessa pessoa e do sofrimento do enfermo." Mas temos que levar em consideração que nem todo o mal é feitiço, demanda, trabalho feito ou enfermidades da alma e sempre devemos procurar auxilio médico.
"A prática do mal é inerente a natureza humana em qualquer cultura. E a maioria dos males é praticada fora do terreno religioso."
Na Religião dos Orixás o Sacerdote é mero intermediário do Orixá através do jogo de búzios, poderão ser diagnosticados esses casos de enfermidades da alma e o Sacerdote com o devido conhecimento ancestral religioso e seu Axé (força dos Orixás), até porque ele deverá ter passado por anos de aprendizado e obrigações aos Orixás, e de maneira alguma ele age por intuição ou impulso. Sendo assim poderá manipular os devidos "ebós" "comidas de Santo e ou trabalho" para trazer conforto e bem provavelmente a cura. Mas sempre mantendo um acompanhamento de um profissional médico.

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sexta-feira, 6 de julho de 2012

TRABALHO OFERECIDO AO EXU MARABÔ


Este trabalho pode ser oferecido por cavalos de marabô, como presente ou firmeza, ou por que quiser fazer um pedido como simpatizante de Marabô.
MATERIAL:
Uma vela vermelha, uma garrafa de cerveja branca, um charutos, 1 garrafa de marafa (cachaça), uma vela vermelha e preta. 
MODO DE FAZER:
Num dia de sexta-feira, ir a uma encruzilhada de estrada de ferro (Exu Marabô só recebe oferendas em encruzilhadas de trilhos, podendo ser de bondes ou de trens). Lá chegando, pedir licença a Ogum (como todos sabem ele é o dono exclusivo do ferro). No centro do cruzeiro, abrir a garrafa de cerveja branca, jogando um pouco no chão, cruzando o mesmo e saudando Ogum, ascenda a vela vermelha e ponha ao lado da garrafa em seguida ascenda o charuto e de três baforadas para o alto e colocando-o em cima da caixa de fósforos que deve ficar perto da bebida e da vela, em seguida, fazer o pedido desejado, dizendo que logo que for atendido, ali voltará para dar um presente melhor. A pessoa que for cavalo de Exu Marabô, também poderá fazer esse trabalho, oferecendo-o como presente, pedindo sempre a Marabô, que lhe de forças, proteção, firmeza, etc..

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HOMENAGEM AOS EXUS


Meu amigo, meu enigma, minha curiosidade!
Por vezes estamos num diálogo amistoso de
verdadeiras descobertas; entretanto, um de
nós é perdedor - eu.
Cavaleiro imperioso e requintado, te
apresentas aos meus olhos, alegre, forte,
másculo, com sorriso franco, sarcástico e,
por vezes, com uma irônica maldade, rápida
e sagaz.
Desvendas as misteriosas cortinas do
mundo; és atuante em todas as situações.
Tiraz de mim a inércia, o desânimo, e fazes
com que eu veja o mundo, aqui deste lado da
Terra, bem melhor.
Na presença de tua vibração, escuto as
melodias tangerem até mesmo as cordas do
meu coração; dás-me a energia para a luta e
envolves-me em tua capa contra os perigosos 
inimigos. Com teu sabre, agilmente cortas os
empecilhos; com tua sabedoria, ceifas minha
ingenuidade.
LAROIÊ EXU!

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quinta-feira, 5 de julho de 2012

A VERDADEIRA HISTÓRIA DE ADÃO E EVA (MAGIA)


Jeová, Deus dos Hebreus, em cujos mandamentos  assentam-se as raízes da nossa civilização judaico-cristã - é o melhor exemplo do Deus patriarcal. Ele é um Deus guerreiro, que esmaga os inimígos do seu povo eleito com toda a sua força poderosa, esperando em troca fidelidade e obediência aos seus mandamentos. Ele trabalha com o medo.
O mito de Lilith mostra bem essa passagem do matriarcado para o patriarcado. Recusando-se a submeter-se a Adão, tentava igualdade com ele. "Por quê devo deitar-me sob ti?" - ela questiona, e é punida por Jeová, que envia um anjo para expulsá-la do Paraíso. 


Blasfemando e criando asas, numa demonstração de liberdade, Lilith abandona o Paraíso e voa para o mar vermelho, onde dá início a uma dinastia de Demônios. Mas Adão fica e sente-se só. Jeová então cria Eva, a mulher, condenada eternamente à inferioridade. Como enunciava Santo Agostinho, a mulher que não era a imagem de Deus - apenas o homem era. Ela era, no máximo, a imagem de uma costela.

Embora a personagem do Deus cristão seja bem mais suave do que do seu antecessor - o Deus de Jesus é piedoso e compreensivo, enquanto Jeová distribui medo e castigos, na opinião de muitos a totalidade feminina encontra-se cindida na mitologia cristã: maternidade e sexualidade. A Virgem e Maria Madalena. Nos Evangelhos Apócrifos, Madalena é tida como líder ativa no discipulado de Cristo. O Evangelho de Felipe ressalta a união do homem e da mulher como simbolo de cura e paz, e estende-se ao relacionamento de Cristo e Madalena, a companheira do Salvador. Contrapondo-se à figura de Madalena, a Virgem está associada apenas ao lado maternal do feminino, estático e protetor. Sempre retratada através da Virgem, de Madalena, Hera, Ísis, Deméter, Atena, Diana, a Lua, a Natureza, Hécate, Afrodite, Lilith, Oxum, Iemanjá, e tantas outras, a figura da Deusa vem ressurgindo, cada vez mais e com mais força.
Sta. Maria Madalena
Virgem Maria
Hera
Ísis
Deméter
Atena
Diana
Deusa Lua
Deusa Natureza
Hécate
Afrodite
Lilith
Oxum
Iemanjá



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quarta-feira, 4 de julho de 2012

INQUIETUDES


Ao longo desses anos em minha caminhada espiritual, quer seja como Umbandista ou como Africanista, mas, em geral como religioso, sinto a revolta e a inquietação do plano espiritual por tanta maldade e criminalidade.
Na dor de tantos inocentes atingidos pela desgraça, não podemos esquecer que todos tem seu anjo de guarda, e mesmo assim vemos todos os dias cidades varridas por temporais, muitos, e nós aqui no sul vivendo uma seca imensa.
E, estamos apenas no meio deste ciclo, passamos por um ano de Iemanjá, Oxum, e estamos vivendo um ano de Oxalá, Orixás de água.
Na continuidade, teremos 2013, ano de Xangô com Oiá, Orixás do fogo, mas, também de tempestades, temporais, tormentas e furacões, portanto só nos resta pedir aos Santos misericórdia. Epaô bá bá, Kawô Kabecilê, Epahei.

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terça-feira, 3 de julho de 2012

TRADUÇÃO DAS REZAS (XANGÔ)


ADURÁ-ORIN XANGÔ
(Rezas cantadas de Xangô)

ORÍKI
(Louvor)

T - Ajubá Xangô Kamuká, Xangô Aganjú Ibeji, Xangô Aganjú déyi Ogodo, Xangô Oubakósó, olufinná bábá Aláafin! Kawó kabiésí lé Oba Xangô!

(Respeitamos a Xangô, machado que corta e desaparece, Xangô que de seu trono está olhando os gemeos sagrados, Xangô que de seu trono está olhando chegar forte como um carneiro, Xangô o Rei que não se enforcou, senhor que usa o fogo, pai e dono do Palácio. Domina o mundo sua Alteza, Rei Xangô!!!)

R - Kawó kabiésí lé!

(Domina ao mundo sua alteza!)

TOQUE DJEJE

T - Alárun dê Xangô Ká mú' k Bábá ou bá ró' fim lá
(Venha dono do céu Xangô, "machado que corta e desaparece", Pai, você nos surpreende, medite sobre as leis, apareça)
R - Alarún dê Xangô Ká mu' k Bábá ou bá ró' fim lá
(Venha dono do céu Xangô, "machado que corta e desaparece", Pai, você nos surpreende, medite sobre as leis, apareça)
T - Alarún dê!
(Chega dono do céu)
R - Xangô Ká mú' k
(Xangô, machado que corta e desaparece)
T - Bábá ró fim lá
(Pai você escreve as leis e aparece)
R - Xangô Ká mú' k
(Xangô, machado que corta e desaparece)
T - Wólé wólé wólé kabíyésílé ádé!
(Baixamos a cabeça, reverenciamos à sua alteza e a sua coroa)
R - Wólé wólé wólé Kabíyésílé ádé!
(Baixamos a cabeça, reverenciamos à sua alteza e a sua coroa)
T - L' oké!
(Nas alturas)
R - Sá bú éló
(Seu raio corre e corta)


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