domingo, 12 de fevereiro de 2012

AGRADECIMENTO

A equipe do blog agradece em nome de Pai Guilherme D'Bará a presença de todos os seus filhos netos e amigos, pelo sucesso da Quimbanda de Exu, realizada no ilê na noite do dia 11 de fevereiro de 2012. Agradecemos a todos pelo respeito, companheirismo e amizade por abrilhantarem esta maravilhosa noite de magia.
Logo, postaremos uma matéria com as fotos de todos os presentes.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

OBÁ, A SENHORA DAS NAVALHAS


Orixá feminino de origem nagô cultuada no Brasil, conhecida principalmente pelo fato de fazer parte das lendas referentes à Xangô e suas três mulheres, Yansã, Oxum e Obá.
O conceito básico ligado à Obá é o da paixão, mas não na perspectiva controlada de Oxum nem na proposta feliz e libertária de Yansã, a Deusa dos amores arrebatados e absolutos. Para Obá, paixão é a razão de sofrimento, de disputa e de submissão mal-aceita.
Conta uma das lendas mais conhecidas a seu respeito que Xangô mantinha um relacionamento cheio de altos e baixos com Yansã, e que sua esposa favorita era Oxum. Obá era a terceira neste casamento polígamo, e nunca podia rivalizar com as outras duas antagonistas, mais cheias de brilho e força (Yançã) ou beleza e inteligência (Oxum).
Obá era insegura com relação a tudo que se relacionava com seu marido, pois era uma figura sem muitos atrativos físicos e um pouco seca e ríspida no seu comportamento diário. Era, porém, extremamente crédula, e, sabendo que Xangô apreciava muito as constantes receitas de culinária que Oxum lhe preparava, mostrou-se disposta a aprende-las. Esta, contudo, dona de um caráter exclusivista, não estava disposta a ensinar a concorrente como agradar a Xangô, e resolveu enganar sua rival: marcou um horário para que obá fosse a sua casa aprender a receita que teria poderes mágicos sobre a sexualidade de Xangô.

Quando Obá surgiu, Oxum cozinhava uma sopa que continha dois grandes cogumelos. Uzava um pano amarrado à cabeça, escondendo as orelhas, e disse a Obá que estava preparando um caldo com suas próprias orelhas, pois essa era a receita favorita de Xangô. Obá, então, preparou uma sopa onde cortou e incluiu uma de suas próprias orelhas, e a serviu feliz para o marido.
Como era de se esperar, a reação de Xangô perante a imagem da esposa com a orelha cortada foi extremamente negativa; e piorou ainda mais quando ele viu o prato de comida que o esperava. Além de ser repreendida por Xangô, Obá ainda teve que suportar a troça de Oxum, que, descobrindo suas orelhas, revelou à rival que tudo tinha sido apenas um truque. Elas então se engalfinharam numa terrível luta física, que só terminou com uma explosão de cólera da parte de Xangô; o que fez as duas fugirem apavoradas, cada uma para um lado, transformando-as nos rios que levam os seus nomes.
Obá responde pelos amores com perturbações, ciúme, desonra, e falsidade. O corte, a navalha, a roda, a direção, as máquinas, agulhas de costura, tesoura são de seu domínio. Come cabra mocha, sua cor é o marrom e o rosa, seu dia da semana é segunda feira e seu sincretismo no batuque é com Santa Catarina.





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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

APROVEITE A SEMANA DE XANGÔ AGODÔ

Axés e Magias:

Para proteger sua casa de demandas, defume sua casa de dentro para fora com folhas secas de alecrim e orô numa terça pela manhã. As sobras despache em uma lixeira longe de casa.

Para sucesso no trabalho em casa, coloque escondida atras da porta da entrada, uma espiga de milho.

Simpatia da Semana: Para Afastar Gente Chata

Você quer afastar aquela pessoa chata de galocha, inconveniente até os cabelos?
Pegue um ovo de casca vermelha, escreva o nome da pessoa a lápis na casca do ovo mentalizando que você está acabando com todo o aborrecimento causado por aquela criatura. Depois quebre o ovo no vaso sanitário e de descarga. Faça com fé e " Sai pra lá mala sem alça".

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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

TRADUÇÃO DAS REZAS DA NOSSA NAÇÃO

Eu sinto que existe uma carência muito grande no nosso culto, com relação ao entendimento das rezas, de sua tradução. Pensando nisso tenho feito um trabalho de pesquisa e achei um material bem interessante, que vou começar a postar aos poucos.
É importante ressaltar que a tradução que aqui eu vou postar, não é a literal, mas sim está apoiada nas expressões que se fazem aos Orixás dentro da linguagem do culto. São muitos os que podem oferecer traduções das rezas, mas poucos os que podem traduzir do ponto de vista do Babalorixá, pois, se necessita outro tipo de conhecimento para entender certas palavras.



ADÚRÀ - ORIN ÈSÙ - BÀRÀ
(Rezas cantadas do Exu Bará)
ONÍLÙ
(Tamboreiro)
ORÍKÌ
(Louvor)
Ajúbà Bàrà-Légbà, Olóde, Èsù-Lanà, Bàrà Dage burúkú, Lànà  Bàrà Jelù, Làlúpo, Ésù-Bàrà!
( Respeitamos ao Bará, dono das encruzilhadas, dos campos, Exú nos caminhos, Bará que corta o mal, abre os nossos caminhos Bará mensageiro dos tambores. Abre os nossos caminhos seSenhor do Dendê Exú-Bará!)
Dáhùm (responder) - Làlúpo! ( Abre os Caminhos Senhor do Dendê)

Vou colocar abreviação T para tamboreiro e R para a resposta da roda.

                                           TOQUE ADABI

T - Légba Kayo Kayo
(Legba recolhe a alegria)
R -  Légba Kayo Kayo
(Legba recolhe a alegria)
T - Légba siré siré
(Legba venha divertir-se conosco no xiré)
R - Légba siré siré
(Legba venha divertir-se conosco no xiré)
T - Légba siré Ògúm
(Legba venha divertir-se com Ogum)
R -  Légba siré Ògúm
(Legba venha divertir-se com Ogum)
T - èxù Lanà di burúkú àbàdò òbe nfara
(Exú, fecha o caminho para o mal, com sua faca sela o nosso corpo)
R - èxù Lanà di burúkú àbàdò òbe nfara
(Exú, fecha o caminho para o mal, com sua faca sela o nosso corpo)
T - Àbàdò di burúkú
(Eterno bloqueador do mal)
R - Àbàdò òbe nfara
(Eterna faca que protege o nosso corpo)
T - Mojúbà èsù!
(Reverencio à Exú)
R - Bàrà!
T - Lóde - Èsù
(Exú de rua)
R - Bàrà!
T - Lanà èsù
(Exú dos caminhos)
R - Bàrà!
T - èsù Olóde!
(Exú, dono da rua)
R - Èsú, Èsú obara Lanà
(Dono dos caminhos, Rei do corpo,Exú)
T - Èsú a bánà bánà Ésú abánàyé
(Exú, mostra-nos o caminho, proteja-nos o caminho, Exú mostra-nos os caminhos do mundo)
R -  Èsú a bánà bánà Ésú abánàyé
(Exú, mostra-nos o caminho, proteja-nos o caminho, Exú mostra-nos os caminhos do mundo)
T - A máa s'ère ou níba Èsù abána dêem, a máa d'ère ou níba Èsù abánà dêem
(Nós sempre lhe fazemos oferendas, nós sempre lhe reverenciamos, mostre-nos os caminhos que o senhor criou)
R - A máa s'ère ou níba Èsù abána dêem, a máa d'ère ou níba Èsù abánà dêem
(Nós sempre lhe fazemos oferendas, nós sempre lhe reverenciamos, mostre-nos os caminhos que o senhor criou)
T - Ésù adé minha se se minha ré
(Exu é a minha coroa, ele me faz o bem)
R -Bàrá adé minha se se minha ré
(Bará é a minha coroa, ele me faz o bem)
T - Èsù adé meu se se meu Bará
(Exu é a minha coroa, faz-me o bem Bará)
R - Ésù adé minha se se minha ré
(Exu é a minha coroa, ele me faz o bem)
T - Èsù jálànà fun wa
(Exu abre o caminho para nós)
R - Èsù jálànà fun Malè
(Exu abre o caminho para os Orixás)
T - Lànà èsù mérin
(Exu, abre o caminho em quatro partes)
R - Èsù b'erin, Èsù mérin lànà
(Exú com o seu porrete, abre o caminho em quatro direções)

Toda a semana postarei na sequencia as rezas da nossa nação e sua tradução.

Para entrar em contato com pai Guilherme d'Bará ligue para o fone 53 84352242 ou pelo email buzionline@hotmail.com