sexta-feira, 31 de maio de 2019

LÁGRIMAS DE UMA FILHA DE IANSÃ


Não se engane, nós também choramos, e muito...
Não choramos constantemente, mas quando choramos, soltamos tudo que estava prezo, a dor que causou cada batalha, cada palavra, cada mágoa...
Filhas de Iansã são emocionais, e isso lhe trás uma queda para o riso, mas também para o choro...
Choramos por amor, por felicidade , por dor, por mágoa, por raiva essa ultima então, rsrsrsr... é uma constante...
As lágrimas de uma filha de Iansã não são por qualquer coisa não, elas não choram por frivolidades...
As filhas de Iansã geralmente choram se são vitimas de uma injustiça ou por causa de uma. Suas lágrimas são um misto de dor, de raiva, de sensação de impotência quando não podem agirem na causa de sua dor...
São lágrimas preciosas, são como diamantes que vertem de seus rostos. Sim diamantes, pois levam muito tempo lá dentro do coração sendo lapidadas, pois são lágrimas nobres, cheias de sentimentos...
Ela chora com a dor do outro. Elas têm a fama de duronas. Nunca vi uma filha de Iansã chorar porque não pode alcançar uma meta material,vejo elas chorarem quando falham em suas lutas, quando sentem dentro de sua alma a dor do desamor, da falta de companheirismo, pela traição e até pela ingratidão.
Pensa num coração bom, manteiga derretida... Pois todos nós temos dois lados, duas metades que se completam, tudo com a mesma intensidade... Se somos fortes e duronas, somos também frágeis e sensíveis...
O que nos faz verter lágrimas dos olhos, pois nossas emoções transbordam de tal maneira que sempre digo:
Como é lindo as lágrimas de uma filha de Iansã, pois lá, se pudesse mergulhar, encontraria as mais raras perolas dos sentimentos nobres... banharia minha alma com a justiça, com o amor e com a verdade.
Por isso sempre digo, lágrimas de filhas de Iansã são como águas do mar, onde podemos ver as ondas passarem, de amor, de solidariedade e até mesmo da dor, mas é a dor mais linda que já vi porque é a dor do verdadeiro amor... 


quinta-feira, 2 de maio de 2019

FESTA EM HOMENAGEM AOS ORIXÁS OGUM E OIÁ

Mais uma vez, São José do Norte na casa de Mãe Janete D'Ogum e Lu D'Bará, viveu uma noite de muita fé e devoção e realizou a tradicional festa de 10 anos em homenagem ao Orixá patrono do Ilê, desta vez acrecida do aniversário de 9 anos de vasilha da Mãe Iansã de Pai Thyago D'Oiá.
A casa estava extremamente bem decorada e contou com a presença dos filhos do Ilê, irmãos de mãe Janete e Lu e Babalorixás da vizinha cidade de Rio Grande.
A festa foi ministrada por mim, Pai Alfredo D'Bará, e tocada Pelo Babalorixá e Alagbê Celso
D'Xangô.
Parabéns as minhas filhas e meus netos que fizeram esta belíssima homenagem em que já se notam toques do meu neto Juliano D'Oxum ao Senhor do Ferro e a dona das Alianças...

 Pegí

Da esquerda para a direita, Pai Alfredo D'Bará, mãe Janete D'Ogum, Pai Thyago D'Oiá e Nati D'Ogum.

Família Ogum

Eu e minha filha Mãe Janete D'Ogum
Eu minha filha Janete D'Ogum e meus netos Pai Thyago D'Oiá, Leandro D'Oxum e Juliano D'Oxum

Eu, filha e netos
Eu, minha filha Mãe Janete D'Ogum, Thyago D'Oya, Pai Wagner D'Xangô Ibedji e Loraine D'Oxum Adocô

Os festeiros, Mãe Janete D'Ogum  e Thyago D'Oya


Thyago D'Oya, eu, Pai Celso D'Xangô e Mãe Janete D'Ogum

Meus Filhos Loraine D'Oxum Adocô, Mãe Janete D'Ogum, Pai Wagner D'Xangô Ibedji e Fernanda D'Yemanjá Bomí

quinta-feira, 11 de abril de 2019

ODÉ E OTIM.


São divindades da fartura e prosperidade. São Orixás protetores das matas e dos animais silvestres e selvagens.

Dia da semana: sexta feira
Cor: azul forte e branco para Odé e azul forte e rosa para Otim.
Guia: 01 conta azul, 01 conta branca, 01 conta azul para Odé. 01 conta rosa, 01 conta azul, 01 conta rosa para Otim.
Ferramentas: arco e flecha, bodoque, estilingue, lança e vulto (Odé - boneco masculino de madeira, Otim - boneco feminino de madeira),... Obs.: Na Nação Cabinda eles não são assentados na pedra, mas sim no vulto.
Lugar de oferendas: coqueiro de mato ou de praia.
Aves: Odé - casal de galinha d'angola e galo pintado. Otim - casal de galinha d’angola e galinha pintada.
Pombo: Odé e Otim – casal de pintado ou branco.
Quatro - pé: Odé - leitão. Otim - leitoa.
Peixe: pintado.
Frutas: butiá, coquinho, ameixa branca, cassis, coco e uva rosa.
Características: Caçadores que garantem a subsistência dos homens. Odé porta arco e flecha, suas ferramentas para a caça e Otim porta um cântaro que carrega na cabeça.
Saudação: Oke bambo.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

XANGÔ

É a divindade da verdade e da justiça (Comporta-se ora com severidade, ora com benevolência), rei da nação Cabinda (Kamucá), dono do trovão e rei do fogo.
Xangô Kamucá Baruálofina – rei da nação Cabinda é cultuado no balé (casa de egun). Observação: Estaremos falando com mais informações à respeito deste Orixá em outra oportunidade.
Qualidades: Agodô, Aganjú e Ibeji
Dia da semana: terça feira
Cor: vermelho e branco.
Guia: seis contas vermelhas e seis contas brancas para Agodô e Aganjú. Ibeji são todas as cores com exceção do preto.
Ferramentas: machado de dois lados, balança, pena de escrever (caneta e lápis), moedas, búzios, raio de três segmentos, pilão com a mão de pilão e livro.
Lugar de oferendas: Ibeji – numa pedreira de praia ou praça de crianças próximo de balanços. Aganjú – numa pedreira de beira de praia. Agodô – numa pedreira de mato ou de cachoeira.
Aves: galo branco e casal de galinha d'angola.
Pombo: branco, branco e marrom ou cor de telha.
Quatro - pé: Ibeji – cordeiro de cor branca. Aganjú – carneiro novo e branco de aspa pequena. Agodô – carneiro branco de aspa voltiada.
Peixe: pintado.
Frutas: banana, caqui, castanha, avelã, romã e morango.
Flor: cravo vermelho e branco.
Características: rei dos espíritos, dono da verdade e da justiça, dono do trovão e rei do fogo.
Saudação: Kao Kabiecile.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

IANSÃ

É a divindade dos ventos, das tempestades, dos raios e dos redemoinhos. Dona da aliança é muito solicitada para resolver casos de união. Também é solicitada para vencer demandas por ser uma Orixá guerreira.
Dia da semana: terça feira
Cor: branco e vermelho.
Guia: uma conta vermelha e uma conta branca.
Ferramentas: espada, par de alianças, taça, rebenque de três pernas, vassoura de crina de cavalo e búzios.
Lugar de oferendas: Iansã e Oyá - no mato próximo à uma árvore, praça, em uma árvore próximo à beira da praia, na beira da praia. Oyá Timboá - figueira de mato, Oyá Dirã - figueira próximo à cachoeira.
Aves: galinha carijó e casal de galinha d'angola.
Pombo: pintado, cinza, telha ou branco.
Quatro - pé: cabrita malhada marrom e branco, marrom ou avermelhada.
Peixe: pintado.
Frutas: amora, maçã vermelha, pitanga, cereja, framboesa, groselha, uva rosa.
Flor: palma vermelha, rosa vermelha e flor de laranjeira.
Características: rainha dos espíritos e também dona do teto e da comida.
Saudação: Epaeio.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

OGUM, O DEUS DO FERRO


Por ser o Orixá guerreiro do Panteão Africano, Ogum é o patrono dos militares, sendo muito solicitado quando se deseja vencer demandas. Ao lado de Bará comanda os caminhos. Ogum também é o Orixá do ferro, do desenvolvimento e da tecnologia. 
Qualidades: Avagã, Onira, Olobedé, Adiolá.
Dia da semana: quinta-feira. E quando Ogum Avagã, ele acompanha o Bará na segunda-feira.
Cor: verde e vermelho.
Guia: verde e vermelha ou corrente de aço.
Ferramentas: espada, bigorna, martelo, serrote, pregos, alicate, corrente, facão.
Lugar de oferendas: mata, cruzeiro (encruzilhadas) aberto, cruzeiro de mato, cruzeiro de estrada de ferro, beira da praia e próximo à cachoeira.
Aves: galo prateado ou casal de galinhas d'angola.
Pombo: branco e preto, preto e cinza, cinza, marrom e branco.
Quatro - pé: cabrito malhado (branco e preto) ou branco.
Peixe: pintado.
Frutas: laranja, marmelo, framboesa, groselha e limão.
Flor: palma vermelha e cravo vermelho.
Características: guerreiro.
Saudação: Patakori Ogum. Ogunhê.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

BARÁ

BARÁ.
Primeiro Orixá do Panteão Africano, é dinâmico e jovial. É o intermediário entre os homens e as divindades, considerado o mensageiro. Dono dos caminhos e das encruzilhadas simboliza o movimento, portanto fecha e abre os caminhos. É um orixá das questões mais imediatas relacionadas a dinheiro e trabalho. É a ele que pedimos abertura nos negócios financeiros, pedimos que leve aos demais Orixás os nossos pedidos e agradecimentos, não teremos êxito sem iniciarmos as obrigações com o Orixá Bará.
Qualidades: Elegba, Lodê, Lanã, Adague e Agelú.
Dia da semana: segunda-feira. E quando Bará Agelú, ele acompanha os Orixás de praia na sexta-feira.
Cor: vermelha.
Guia: vermelha ou corrente de aço.
Ferramentas: foice, chave, corrente, garfo e ponteira.
Lugar de oferendas: cruzeiros abertos, encruzilhadas e mato. E quando Bará Agelú, na beira da praia.
Aves: galo vermelho ou casal de galinhas d'angola.
Pombo: branco e preto, preto e cinza, cinza, marrom e branco.
Quatro - pé: bode preto para Elegba, bode preto ou qualquer outra cor para Lodê, cabrito de qualquer cor menos preto para Lanã, Adague e Agelú.
Peixe: pintado
Frutas: manga, laranja, cola, amora, butiá, maracujá e cana-de-açúcar,...
Flor: cravo vermelho.
Características: dono dos cruzeiros.
Saudação: Alupo.