quarta-feira, 3 de junho de 2015

Orixá Oba










 Nome de um rio africano, Obá está também associada as águas doces, porém quando revoltas. Companheira de Bará é um Orixá de frente, uma guerreira, que traz consigo a navalha e o facão. Em uma das lendas mais populares das Religiões africanas, conta-se que Obá e Oxum eram esposas de Xangô, uma semana para cada uma cuidar do marido, o que Oxum fazia, Obá copiava, Oxum não aguentava mais que Obá copiasse suas receitas culinárias, o que era seu forte para segurar Xangô. Certo dia Oxum decidiu acabar com a imitação, convidou Obá para ir até sua casa, onde a recebeu com uns panos amarrados na cabeça, na altura das orelhas. Oxum preparava um caldo para Xangô, e disse a Obá que dentro tinha colocado, para agarrar Xangô definitivamente, suas próprias orelhas, o que era mentira, eram apenas grandes cogumelos. Xangô ao chegar comeu aquele caldo como nunca, Obá ao ver tal cena, correu para casa e começou a preparar o caldo, tudo certo como Oxum teria dito, só que Obá cortou realmente sua orelha, Xangô ao comer enjoou e cuspiu tudo. Continuava então a guerra entre Oxum e Obá, só que agora muito mais séria, Xangô como não aguentava mais tanta discussão, resolve matar ambas, que saem correndo pelo mato, transformando-se em rios. E hoje nota-se que o encontro entre os rios Oxum e Obá, na África, são revoltos. Obá ao se manifestar em um Batuque dança com uma mão tapando uma de suas supostas orelhas arrancadas.
Todas as máquinas, carros e navios estão relacionados com Obá, pois a Ela pertencem a roda e o leme
.


Qualidade de oba:

Saudação: Exó Dia da Semana: Quarta-feira Número: 07 e seus múltiplos Cor: Rosa Guia: toda rosa Oferenda: Canjnica e feijão miúdo refogados com tempero verde e Abacaxi Adjuntós: com Bará Lodê ou Lanã ou Adagui, com Xangô Agandjú, com Xapanã Jubeteí ou Sapatá Ferramentas: navalha, timão, roda, moedas e búzios Ave: Galinha cinza com pescoço dourado Quatro pé: Cabrita mocha de qualquer cor menos preta


Sincretismo Religioso



Oba: santa Catarina
Os Arquétipos(filhos)


As pessoas pertencentes a este Orixá são lutadoras, bravas, um tanto agressivas, o que as levam a serem pouco incompreendidas. Freqüentemente tendem a terem experiências infelizes e amargas. São ciumentas, pois são muito zelosas com tudo que lhe pertencem. Porém, pessoas de grande valor e dedicação. Tendem a alcançar seus ideais. Dedicadas e muitas vezes ingênuas, principalmente em relação ao amor e as amizades. São extremamente honestas, tolerantes e crédulas.Sua principal característica é ser guerreira(o). Não cultiva amigos por achar que são interesseiros. Não gostam de sexo.Geralmente tem nariz largo, sobrancelhas grossas, rosto redondo, lábios acentuados, pessoa de estrutura forte

terça-feira, 12 de maio de 2015

Iemanjá afoga seus amantes no mar



Iemanjá é dona de rara beleza
E, como tal, mulher caprichosa e de apetites extravagantes.
Certa vez saiu de sua morada nas profundezas do mar
E veio à terra em busca do prazer da carne.
Encontrou um pescador jovem e bonito
E o levou para seu líquido leito de amor.
Seus corpos conheceram todas as delícias do encontro,
Mas o pescador era apenas um humano
E morreu afogado nos braços da amante.
Quando amanheceu, Iemanjá devolveu o corpo à praia.
E assim acontece sempre, toda noite,
Quando Iemanjá Conlá se encanta com os pescadores 
Que saem em seus barcos e jangadas para trabalhar.
Ela leva o escolhido para o fundo do mar e se deixa possuir
E depois o traz de novo, sem vida, para areia.
As noivas e as esposas correm cedo para praia
Esperando pela volta de seus homens que foram para o mar,
Implorando a Iemanjá que os deixe voltar vivos.
Flores, espelhos e perfumes,
Para que Iemanjá mande sempre muitos peixes
e deixe viver os pescadores.
        Oxum faz as mulheres estéreis em            
 represália aos homens 



Logo que o mundo foi criado, todos os orixás vieram para a terraE começaram a tomar decisões e dividir encargos entre eles,Em conciliábulos nos quais somente os homens podiam participar.Oxum não se conformava com essa situação.Ressentida pela exclusão, ela vingou-se dos orixás masculinos.Condenou todas as mulheres à esterilidade,De sorte que qualquer iniciativa masculinaNo sentido da fertilidade era fadada ao fracasso.Por isso, os homens foram consultar Olorum.Estavam muito alarmados e não sabiam o que fazerSem filhos pára criar nem herdeiros para quem deixar suas posses,Sem novos braços para criar novas riquezas e fazer as guerrasE sem descendentes para não deixar morrer suas memórias.Olorum soube, então, que Oxum fora excluída das reuniõesEle aconselhou os orixás a convidá-la, e ás outras mulheres,Pois sem Oxum e seu poder sobre a fecundidadeNada poderia ir adiante...

Nanã fornece a lama para modelagem do homem


Dizem que quando Olorum encarregou Oxalá de fazer o mundo e modelar o ser humano,o orixá tentou vários caminhos.
Tentou fazer o homem de ar, como ele.
Não deu certo, pois o homem logo se desvaneceu.
Tentou fazer de pau, mas a criatura ficou dura.
De pedra ainda a tentativa foi pior.
Fez de fogo e o homem se consumiu.
Tentou azeite, água e até vinho –de–palma, e nada.
Foi então que Nana Burucu veio em seu socorro.
Apontou para o fundo do lago com seu Ibiri seu cetro e arma,
E de lá retirou uma porção de lama.
Nana deu a porção de lama a Oxalá,
O barro do fundo da lagoa onde morava ela,
A lama sob as águas, que é Nanã
Oxalá criou o homem, o modelou no barro.
Com o sopro de Olorum ele caminhou.
Com a ajuda dos orixás povoou a terra.
Mas tem um dia que o homem morre
E seu corpo tem que retornar a terra,
Voltar a natureza de Nanã Burucu.
Nana deu a matéria no começo
Mas quer de volta no final tudo que é seu.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

   Oxalá cria a Terra





No começo, o mundo era todo pantanoso e cheio dágua,
Um lugar inóspito, sem nenhuma serventia.
Acima dele havia o Céu, onde viviam Olorum e todos os orixás
Que às vezes desciam para brincar nos pântanos insalubres.
Desciam por teias de aranha pendurada no vazio.
Ainda não havia terra firme, nem o homem existia. 
Um dia Olorum chamou à sua presença Oxalá, o grande orixá.
Disse-lhe que queria criar terra firme lá embaixo
E pediu-lhe que realizasse tal tarefa.
Para missão, deu-lhe uma concha marinha com terra,
Uma pomba e uma galinha com pés de cinco dedos.
Oxalá desceu ao pântano e depositou a terra da concha sobre a terra pôs a pomba e a foram assim espalhando a terra que viera na concha
Até que terra firme se formou por toda parte.
Oxalá voltou a Olorum e relatou-se o sucedido.
Olorum enviou um camaleão para inspecionar a obra de Oxalá 
E ele não pôde andar sobre o solo que ainda não era firme.
O camaleão voltou dizendo que a terra era ampla,
Mas ainda não suficientemente seca.
Numa segunda viagem o camaleão trouxe a notícia
De que a terra era ampla e suficientemente sólida,
Podendo-se agora viver em sua superfície.
O lugar mais tarde foi chamado de Ifé, que dizer ampla morada.
Depois Olorum mandou Oxalá de volta à terra
Para plantar árvores e dar alimentos e riquezas ao homem
E veio a chuva para regar as árvores.
Foi assim que tudo começou.
Foi ali, em Ifé, durante uma semana que quatro dias.Que Oxalá criou o mundo e tudo que existe nele. 

Histórias de Orixas




Oxumarê: No principio quando não havia separação entre o Céu e a Terra,

Oxalá e Odudua viviam juntos dentro de uma cabaça.
Extremamente apertados, um contra o outro.
Odudua embaixo e Oxalá em cima. 
Eles tinham sete anéis.
À noite eles colocavam seus anéis, e, aquele que dormia por cima sempre colocava quatro anéis, e o que ficava por baixo colocava os três restantes.
Um dia Odudua, deusa da Terra, quis dormir por cima
Para poder usar nos dedos quatro anéis.
Oxalá, o deus do Céu, não aceitou
Tal foi à luta que travaram os dois lá dentro
Que a cabaça acabou por se romper em duas metades,
A parte inferior da cabaça, com Odudua , permaneceu embaixo,
E a parte superior com Oxalá, ficou em cima,
Separando-se assim o Céu e a terra.




terça-feira, 28 de abril de 2015


A Gira De Exu e Pomba Gira.

Os Exus na Kimbanda trabalham para o bem.




Os compadres. Assim são carinhosamente chamados.
Talvez por sua semelhança com nós, os encarnados, estas entidades transmitam uma imagem de companheiros, de amigos dos mais chegados.

Os Exus nas Giras de Kimbanda apreciam uma boa bebida, um bom fumo, e uma conversa regada a boas gargalhadas. Se deliciam com uma penosa (frango assado) e uma boa farofa no dendê.

Conversam com seus consulentes com igualdade, são atualizados, pois nos acompanham lado-a-lado. Por esse motivo têm a facilidade de resolver os assuntos "urgentes", coisas que necessitam de solução imediata.

Na umbanda, os Exus trabalham em busca da evolução e da prática do bem, portanto ao contrário dos mitos envolto ao "Diabo" ou "Demônio", os Compadres trabalham para resolver os assuntos imediatos, mas nunca prejudicando alguém.


''Pomba-giras''

As pomba Giras, também chamadas assim de forma carinhosa por todos nós filhos de Kimbanda, geralmente se manifestam na Gira dos Exus, pois são elas as companheiras dos Compadres.

Elas adoram dançar, na maioria das vezes usam roupas coloridas, extravagantes, geralmente em tons de vermelho e preto, apreciam um bom cigarro, Champanhe (em uma bela taça, lógico), a maioria delas se utilizam de rosas vermelhas em suas magias, são vaidosas, sensuais, e extremamente ligadas ao amor. Ajudam nas situações mal resolvidas do coração, que é fator predominante para se viver bem.

Algumas gostam dos mistérios das cartas, outras da leitura das linhas das mãos. Cada uma do seu jeito, mas sempre com a beleza e a sensualidade estampadas em seus trejeitos. Assim são as mulheres, alegres, belas, e profundas conhecedoras do coração.

Vale ressaltar que a Gira de Exus e Pomba-giras são das mais concorridas pela assistência de Kimbanda.