sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

MERAMENTE, MINHA OPINIÃO...

O que fizeram em Paris é a prova inquestionável de uma barbárie. Toda e qualquer religião que mata criadores em nome de Deus, o primeiro criador, demonstra que de Deus ela está há muito afastada...

OMI ODOYÁ YABÁ


 Iemanjá

Iemanjá Mãe da maioria dos Orixás, dona dos mares, protetora dos pescadores e marinheiros. Orixá que gera o movimento das águas, Deusa da pérola, senhora dos lares, que traz paz e harmonia para toda a família. Dona do pensamento, por isso é a ela que recorremos para solucionar problemas de depressão e de instabilidade emocional.Apesar de os preceitos tradicionais relacionarem tanto Oxum quanto Iemanjá à função da maternidade, pode estabelecer-se uma distinção nesses conceitos. Oxum é a mãe no sentido de fecundação, gestação e criação do bebê. enquanto este não aprende nenhuma língua, enquanto seus mecanismos de personalidade não estão definidos.Iemanjá, por sua vez, é mãe daí por diante, é a função de maternidade enquanto educação. É a mãe do jovem e do adulto, a figura materna que acompanha um ser humano por toda vida.
Lenda sobre Iemanjá:
Iemanjá era casada com Oduduá com quem tinha dez filhos Orixás. Por amamentá-los, ficou com seios enormes. Impaciente e cansada de morar na cidade de ifé, ela saiu em rumo oeste, e conheceu o Rei Okerê. Logo se apaixonaram e casaram-se. Envergonhada de seus seios, Iemanjá pediu ao esposo que nunca a ridiculariza-se por isso.Ele concordou; porem, um dia, embriagou-se e começou a gracejar sobre os enormes seios da esposa. Entristecida, Iemanjá fugiu.Durante afuga, ela caiu quebrando um pote que continha uma poção, que seu pai lhe deu a para casos de perigo. A poção transformou-a num rio cujo leito seguia em direção ao mar.Ante o ocorrido, Okerê, que não queria perder a esposa, transformou-se numa montanha para barrar o curso das águas. Iemanjá pediu ajuda ao filho Xangô, e este, comum raio, partiu a montanha no meio; o rio seguiu para o oceano e, dessa forma,a Orixá tornou-se a Rainha do mar.
Arquétipos dos filhos de Iemanjá:
Os filhos de Iemanjá são pessoas voluntariosas, fortes, rigorosas, protetoras, altivas e,algumas vezes impetuosas e arrogantes; tem o sentido da hierarquia, faze-se respeitar e são justas, mas formais; poem à prova as amizades que lhes são devotadas, custam muito a perdoar uma ofensa e, se a perdoam, não a esquecem jamais. Preocupam-se com os outros, são maternais e sérias. Sem possuírem a vaidade de Oxum, gostam do luxo, das jóias caras. Tem tendencia à vida suntuosa mesmo se as possibilidades do cotidiano não lhes permitem tanto.
Características Positivas:Seus filhos são dotados de franqueza, alegria, desconfiança, sabedoria e competência.Decididos, honestos e corretos. Inteligentes, criativos. São pessoas que gostam do trabalho e dedicam-se inteiramente à família
Características Negativas:Demasiadamente exigentes, quando com raiva, destroem uma pessoa com um simples olhar. Quando ofendidas perdoam, mas jamais esquecem. Cruéis e egoístas, são do tipo donos da verdade. Dramáticos e fatalistas, se irritam facilmente.
Qualidades: 
Bocí,Bomi, Nanã Borocum
*Bocí: A mais nova. Guerreira, dona da espada, esposa de Ogum.Vive perto das praias, no encontro das águas com as pedras.
 *Bomi: É a Iemanjá de meia idade
*Nanã Burucum: A mais velha e severa de todas, rabugenta, feiticeira, rancorosa eviolenta. 
Saudação: Omio Odô : Mãe do Rio!
Dia do ano: 02 de fevereiro
Dia da Semana: Sexta-feira
Flor: Hortênsia,palma azul, rosa azul
Comida: Canjica branca, peixe
Doce: Merengue,doce de côco
Animal de estimação: Marisco
Função: Mudança de pensamento, união, abafamento
Número: 08
Cor: Azul claro
Ferramentas: Âncora,leme, peixe, estrela do mar, pérola, conchas, moedas, búzios
Frutas: Melancia,uva dedo-de-dama, pêra
Ervas: Malva,alfazema
Legumes: Alface,cebola, salsa, chuchu
Ajuntós:
*Bocí: com Ogum Adiolá, com Xangô Aganjú, com Odé, com Ossanhe, com Oxalá Dacum
*Bomí: com Oxalá Jobocum, com Oxalá de Orumilaia
*Nanã Borocum: com Oxalá Jobocum





quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

FILHOS DE OGUM

Vamos aproveitar, que estamos em um ano deste glorioso Pai, para em todas as quintas-feiras, falar-mos um pouco a respeito deste grandioso Orixá~


As pessoas perguntam muito sobre O QUE E OGUM?Não é difícil reconhecer um filho de Ogum, pois os Filhos do Ogum tem um comportamento extremamente coerente, arrebatado e passional, aonde as explosões, a obstinação e a teimosia logo avultam, assim como o prazer com os amigos e com o sexo oposto.

Normalmente muito diferente o temperamento de Ogum e Oxum. São conquistadores, incapazes de fixar-se num mesmo lugar, gostando de temas e assuntos novos, consequentemente apaixonados por viagens, mudanças de endereço e de cidade. Um trabalho que exija rotina, tornará um filho de Ogum um desajustado e amargo.

Lembrando que Ogum e Odé eram irmãos inseparáveis, no Africanismo e um orixá muito cultuado e também na Nigéria. Também temos diversas qualidades (caminhos) deste Orixá como Ogum Xoroquê São apreciadores das novidades tecnológicas, são pessoas curiosas e resistentes, com grande capacidade de concentração no objetivo em pauta; a coragem é muito grande.
Os filhos de Ogum custam a perdoar as ofensas dos outros. Não são muito exigentes na comida, no vestir, nem tão pouco na moradia, com raras exceções. São amigos camaradas, porém estão sempre envolvidos com demandas. Divertidos, despertam sempre interesse nas mulheres, tem seguidos relacionamentos sexuais, e não se fixam muito a uma só pessoa até realmente encontrarem seu grande amor.

São pessoas determinadas e com vigor e espírito de competição
o. Mostram-se líderes natos e com coragem para enfrentar qualquer missão, mas são francos e, às vezes, rudes ao impor sua vontade e ideias. Arrependem-se quando veem que erraram, assim, tornam-se abertos a novas ideias e opiniões, desde que sejam coerentes e precisas.

As pessoas de Ogum são práticas e inquietas, nunca "falam por trás" de alguém, não gostam de traição, dissimulação ou injustiça com os mais fracos.
Nenhum filho de Ogum nasce equilibrado. Seu temperamento, difícil e rebelde, o torna, desde a infância, quase um desajustado. Entretanto, como não depende de ninguém para vencer suas dificuldades, com o crescimento vai se libertando e acomodando-se às suas necessidades. Quando os filhos de Ogum conseguem equilibrar seu gênio impulsivo com sua garra, a vida lhe fica bem mais fácil. Se ele conseguisse esperar ao menos 24 horas. para decidir, evitaria muitos revezes, muito embora, por mais incrível que pareça, são calculistas e estrategistas. Contar até 10 antes de deixar explodir sua zanga, também lhe evitaria muitos remorsos. Seu maior defeito é o gênio impulsivo e sua maior qualidade é que sempre, seja pelo caminho que for, será sempre um Vencedor.

A sua impaciência é marcante. Tem decisões precipitadas. Inicia tudo sem se preocupar como vai terminar e nem quando. Está sempre em busca do considerado o impossível. Ama o desafio. Não recusa luta e quanto maior o obstáculo mais desperta a garra para ultrapassá-lo. Como os soldados que conquistavam cidades e depois a largavam para seguir em novas conquistas, os filhos de Ogum perseguem tenazmente um objetivo: quando o atinge, imediatamente o larga e parte em procura de outro. É insaciável em suas próprias conquistas. Não admite a injustiça e costuma proteger os mais fracos, assumindo integralmente a situação daquele que quer proteger. Sabe mandar sem nenhum constrangimento e ao mesmo tempo sabe ser mandado, desde que não seja desrespeitado. Adapta-se facilmente em qualquer lugar. Come para viver, não fazendo questão da qualidade ou paladar da comida. Por ser Ogum o Orixá do Ferro e do Fogo seu filho gosta muito de armas, facas, espadas e das coisas feitas em ferro ou latão. É franco, muitas vezes até com assustadora agressividade. Não faz rodeio para dizer as coisas. Não admite a fraqueza e a falta de garra.

Têm um grave conceito de honra, sendo incapazes de perdoar as ofensas sérias de que são vítimas. São desgarrados materialmente de qualquer coisa, pessoas curiosas e resistentes, tendo grande capacidade de se concentrar num objetivo a ser conquistado, persistentes, extraordinária coragem, franqueza absoluta chegando à arrogância. Quando não estão presos a acessos de raiva, são grandes amigos e companheiros para todas as horas.

É pessoa de tipo esguio e procura sempre manter-se bem fisicamente. Adora o esporte e está sempre agitado e em movimento, tendem a ser musculosos e atléticos, principalmente na juventude, tendo grande energia nervosa que necessita ser descarregadas em qualquer atividade que não implique em desgastes físicos.
Sua vida amorosa tende a ser muito variada, sem grandes ligações perenes, mas sim superficiais e rápidas. Quem é do Ogum sabe que esse texto não é mentira, então axé a todos Ogunhê, Patacorí, Omó Ogun!                                                      OGUM OLOBEDÉ
                                                           OGUM AVAGÃ
                                                                     OGUM ADIOLÁ

                                                                 OGUM ONIRA

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

SOMOS TANTOS... QUE ATÉ CAETANO VELOSO SE RENDEU...

Quando falamos sobre o Rio Grande do Sul, é comum que as pessoas logo façam referência à significativa influência que a colonização de alemães, italianos, poloneses e outros europeus teve na história desse lugar. Apesar de correta, esta referência acaba por homogeneizar a cultura gaúcha, deixando em segundo plano, a grande contribuição que os negros tiveram não só na economia, mas como também em outras práticas culturais e religiosas do lugar.
Entre outras marcas fazemos menção especial sobre o batuque, uma prática religiosa que floresceu entre a queda da indústria do charque e a chegada de escravos ao ambiente urbano da capital Porto Alegre. Nos meados do século XIX, esse deslocamento fez com que vários negros tivessem mais tempo para desenvolver suas práticas religiosas. Mediante as possibilidades de desenvolvimento de uma fé própria, o Estado logo foi se transformando em espaço para diversos cultos de influência africana.

Além das religiões afro mais conhecidas, a região sul particularizou-se na história das religiões brasileiras com o surgimento do batuque. O desenvolvimento dessa crença acontece em templos que levam o nome de “casa de batuque”. Cada uma delas se organiza sob a liderança de um sacerdote que assume a condição de pai ou mãe de santo. Tendo ampla autoridade em seu templo, os sacerdotes das casas de batuque costumam criar uma rede de relações ao visitarem seus templos.
Não tendo interesse em sua ampla disseminação, os praticantes do batuque guardam a crença para que seus inimigos não tomem conhecimento desse seu dote místico. Ao se filiar a uma casa de batuque, o convertido se aproxima dos dois orixás que guiam a sua vida, sendo que um é responsável pelo corpo e outro pela mente. Assim como em outras religiões, o batuqueiro tem a preocupação de realizar oferendas e homenagens aos orixás que o protegem.
As oferendas desenvolvidas no batuque exigem o oferecimento de alimentos e de sangue animal, que geralmente é derramado na cabeça do praticante e no ocutá (uma espécie de pedra que representa o orixá). Do ponto de vista simbólico, essa ação busca alimentar os orixás, para que, assim, eles estejam fortes o suficiente para proteger os seus filhos humanos.
Esse é apenas um dos eventos que acontecem nas cerimônias do batuque. Primeiramente, os praticantes reservam um dia para o serão, que envolve o sacrifício dos animais e a preparação dos alimentos que compõem a cerimônia. No sábado, uma grande reunião é feita para que os alimentos sejam consumidos em grupo. Na outra semana, a mesma preparação é feita com o sacrifício de peixes e a evocação de cânticos entoados ao som dos tambores.
Entre os ritos que singularizam o batuque, a chamada “balança” estabelece o transe de vários praticantes que incorporam as divindades. Nesse instante, o possuído muda o seu comportamento ao realizar danças que fazem clara referência aos mitos que determinam o orixá representado. Antes somente praticado por negros, o batuque hoje se mostra presente entre brancos e pessoas oriundas de classes sociais mais abastadas.
Importante símbolo de nossa diversidade, o batuque gaúcho veio a incorporar outras influências locais, ao determinar que alguns orixás se alimentem de pratos típicos, como a polenta, o mieró e o churrasco. Mais curioso ainda, é ver que os batuqueiros homens utilizam a bombacha como uniforme. De fato, o batuque assimila vários ícones que extrapolam os elementos de origem ou significação africana.
A grande presença de despachos e lojas que comercializam materiais ritualísticos afro-brasileiros mostra um conflito na sociedade rio-grandense. Afinal de contas, o desconhecimento de tais práticas estabelece um esforço para que o batuque seja dizimado e, ao mesmo tempo, expõe a resistência dos grupos que se valem dessa proteção espiritual. Talvez seja por tal razão que o compositor Caetano Veloso recentemente compôs um verso dizendo que “a verdadeira Bahia é o Rio Grande do Sul”.

BATUQUE NO RIO GRANDE DO SUL



Para um entendimento mais facilitado, teremos que traçar uma linha na África na altura do Golfo de Benin, onde encontraremos ao Sul os Bantos, que cultuavam além dos Orixás os espíritos dos antepassados mortos (é sabido que em Benguela, na Angola, existia um culto chamado de "orodere" semelhante ao conhecido "espiritismo", se compararmos hoje, a religião que cultua Orixás e espíritos de antepassados é a Umbanda, com seus pretos-velhos, caboclos e Orixás. Já ao Norte encontramos nosso alvo, os negros Sudaneses, que cultuavam os Orixás como os meios de ligação entre os homens e o Deus maior, Olorum, características da Nação, Batuque.
Para o Rio Grande do Sul desceram os negros da Costa da Guiné ou Nigéria, com suas Nações: Jeje, Ijexá, Oyó, Cabinda e Nagô. Como a escolha de ficar juntos ou não, não pertencia aos negros, estes eram misturados nos navios, havendo assim uma união de Nações, destacando-se suas peculiaridades. Nascendo assim outras nações: Jeje-Ijexá, Jeje-Oyó, Jeje-Nagô, e assim por diante.
Não podemos dar uma data certa ao nascimento do primeira Casa de Nação no Estado, mas segundo o professor  Norton Corrêa, existem várias suposições que nos fazem chegar a mais ou menos 150 anos atrás, onde os documentos da época nos mostram que na Região de Rio Grande (entrada oficial de negros no Estado), existia uma grande concentração de negros livres, inclusive Nordestinos, este último fato não podemos desprezar, pois as semelhanças entre o Batuque e o Xangô de Pernambuco são muito grandes.

Batuque
O Batuque é um culto afro-brasileiro (por que não dizer afro-gaúcho), com influência sudanesa, onde são cultuados 12 Orixás. Os Orixás são espíritos naturais, a própria encarnação da natureza, que se utilizam do Cavalo-de-Santo para se manifestar na terra, trazendo suas características sob influência da Mãe Natureza. Estes Orixás são: Bará, Ogum, Iansã, Xangô, Odé, Otim, Ossanha, Obá, Xapanã, Oxum, Iemanjá e Oxalá. Podemos dividir estes Orixás em dois grandes grupos: os Azedos, de Bará até Xapanã e os Doces de Oxum a Oxalá, características estas que são representadas em suas oferendas e manifestações na terra, os azedos ao se manifestarem são mais bruscos e levam em suas frentes ou oferendas o Epô (azeite de dendê), já os doces quando chegam no mundo são suaves e na sua grande maioria mais velhos e o mel é o que melhor os representa, neste enfoque.
Ainda encontramos outros subgrupos identificados em alguns Orixás com o primeiro nome, seguido de um segundo, como por exemplo:
Bará:
Bará Legba, Bará Lodê, Bará Lanã, Bará Adaqui e Bará Agelú
Ogum:
Ogum Avagã, Ogum Onira, Ogum Olobedé e Ogum Adiolá
Iansã:
Iansã, Oiá Timboá e Oiá Dirã
Xangô:
Xangô Agandjú de Ibedji, Xangô Agandjú e Xangô Agogô
Xapanã:
Xapanã Jubeteí, Xapanã Belujá, Xapanã Sapatá
Oxum:
Oxum Pandá de Ibedji, Oxum Pandá, Oxum Demun, Oxum Olobá e Oxum Docô
Iemanjá:
Iemanjá Bocí, Iemanjá Bomí e Nanã Borocum
Oxalá:
Oxalá Obocum, Oxalá Olocum, Oxalá Dacum, Oxalá Jobocum e Oxalá de Orumiláia.
Estes segundos nomes dos Orixás poderemos explicar como se em nossa vida terrena, fosse uma classificação por idade ou até mesmo sua área de atuação. Existem ainda um terceiro nome que cada Orixá identifica no jogo de Búzios, este nome passa a ser a identificação secreta, que cabe apenas ao Pai-de-Santo, ao filho e ao Orixá obviamente, ficando o Orixá com três nomes: como por exemplo Bará Lodê Beí, este terceiro é o segredo. Os Orixás que não possuem a subdivisão, o segredo passa a ser o segundo nome, exemplo: Ossanha Ossí
Assim como nomes, cada Orixá tem seu tipo de ave, seu tipo de animal de quatro patas e seu tipo de oferenda.
O Orixá sem ser em festas ou obrigações, se comunica com seus fiéis através do Ifá (jogo de Búzios), utilizando as mãos e intuição de um pai ou mãe-de-santo. O jogo de Búzios é a principal, eficaz e mais rápida ferramenta, de sabermos sobre o mundo, necessidades de homens e dos próprios Orixás, a fim de melhorar o andamento das coisas.
Toda pessoa ao nascer recebe um Orixá na cabeça, outro no corpo, este casamento de Orixás, da cabeça com o corpo, denominamos de Adjuntó, e em alguns casos nas pernas, pés e assim por diante, este Orixá é visualizado quando é jogado os búzios pelo Pai-de-Santo, que também ficará sabendo, normalmente neste jogo, se esta pessoa necessitará fazer alguma Obrigação religiosa ou apenas um simples trabalho, não tendo que se comprometer mais a fundo com a Religião.
A Família Batuqueira
Dentro de uma Casa de Religião (Batuque) encontramos uma verdadeira família, como as de padrão convencional. Em primeiro lugar encontramos o Pai ou Mãe-de-Santo, posição máxima, esta pessoa que através das ordens do seu Orixá de cabeça, organiza e aconselha a vida religiosa e muitas vezes material de seus filhos-de-santo, que são irmãos entre si, os irmãos-de-santo do Pai ou da Mãe, são os tios e assim por diante, como em nossa família.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

XANGÔ AGANJÚ

Ele é o orixá dos vulcões e montanhas e, é um orixá presente na criação da terra. Orixá da terra










inculta, Aganjú é o orixá dos vulcões. O senhor das cavernas, o Barqueiro divino.
Aganjú é um doador de força e da saúde. É o transportador da carga (os ombros e as costas pertencem a ele), é o defensor dos menos favorecidos, oprimidos e escravizados. Aganjú fornece acesso ao desconhecido, às profundezas no qual o mundo foi e é criado, (Okum –“A obscuridade”, o reino de Olokum).
Aganjú é o governante que propicia acesso a todas as áreas inexploradas, inacessíveis. Ele propicia, também, acesso a climas hostis e potencialmente hostis à existência humana, como o deserto, floresta, Ártico, Antártico, a altura das montanhas, grutas, cavernas, abismos, minas e etc. Aganjú pode ser traduzido como: Agan= estéril; Ju= deserto, ou mais precisamente como local inexplorado, desabitado, desconhecido.
Aganjú se encontra nas profundezas da terra, dos oceanos, nas profundezas do espaço, na energia que ainda não foi explorada, na compreensão da mente e da emoção. Aganjú é o guardião, o canal através do qual, profundidades inexplicáveis das emoções, humanas, são vividas e expressadas. Medos paralisantes são do âmbito de Aganjú, é através dele que aprendemos a suprir nossos medos. Quentes emoções, perigosas, mortal, incontroláveis é Aganjú.
Aganjú tem uma estreita ligação com Oxum. Eles estão ligados de diversos modos: pela emoção, Aganjú é a emoção em sua forma bruta, a profundidade da emoção. Encarnação grosseira, rude. Em quanto Oxum, é a profundidade da emoção e sua forma suave, em sua forma comovente, doce. Amargo e doce. Aganjú explora, supera e vence o rio à cima. Em quanto Oxum, promove o comercio e as relações, pelos mesmos meios. Aganjú supera os obstáculos para ver o que está do outro lado. Oxum planta a cultura e traz a luz da civilização. Aganjú é o proprietário do rio e o deu para Oxum.
Aganjú é a abertura de novas possibilidades, o inesperado. São também, todas as riquezas do mundo. Aganjú é o desafio, a luta do impedir, do desejo que leva a superá-los. Aganjú é primordial. O homem do fogo de todos os tipos, o sol e outras estrelas e cometas. Um dos nomes de Aganjú é Iyrawo, que pode ser traduzido como uma estrela. O fogo nas entranhas da terra, geotérmicas, fontes termais. Os vulcões (Oke onine – Montanhas de fogo) são um símbolo importante de Aganjú.
Os mitos descrevem Aganjú como as câmaras de Magma, na crosta interior da terra. De acordo com a criação do mundo, segundo os mitos , Obatalá, o céu, com sua esposa, Oduduwá, a terra; nasceram dois filhos: Aganjú, a terra firme e rochosa, e Iyemanjá, as águas. Da união com Aganjú, Iyemanjá deu a luz a Orungã, o ar, o espaço entre a terra e o céu.
Outro mito o aponta como filho de Sogba, sendo o rei de Ijesà (Ijexá), foi esse orixá que casou com Oxum. No Brasil, Aganjú é, ou Xangô Aganjú, considerado uma qualidade de Xangô, sendo o dono das leis, da escrita, padroeiro dos intelectuais, em contraste com Xangô Agodô ( o mais velho) que é, principalmente, o orixá do equilíbrio e da justiça.
Aganjú, sendo cultuado como qualidade de Xangô, veste-se como o rei, e tem seus fundamentos como o soberano de Oyó, come carneiro. Porém, se cultuado como um orixá independente, Aganjú, possui fundamentos com Ogum, veste-se de Azul com vermelho, come bode castrado, carrega na mão um Oxé e na outra uma espada. Come amalá com gotas de dendê e azeite doce, Ajebô normal. Primeiro se dá comida a Xangô, depois à Ogum. Seu nome provém do Yorùbá Aginjù Solá (Aginjù: deserto - So: voz - Àlá: Cubrir), literalmente "O que cobre o deserto com sua voz".É o cajado de Obbatalá. Confundido em alguns casos com Shangó. Seu culto provém da terra de Arará e Fon.
Seu Otá principal é de forma piramidal e deve de permanecer atado embaixo das águas de um rio por 9 dias.
Sua cor é o vermelho e branco e as 9 cores exceto o negro.
Se saúda: Aganjú Solá Kinigua oggé ibbá eloní!

Obá Aganjú
Obá Aganjú, o sexto alafim ou rei de Oyó. Como Xangô não deixou descendentes diretos, já que seus filhos foram todos mortos graças a sua experiência fatídica que ele mesmo promoveu. Aganjú, filho de Ajaká, subiu ao trono de Oyó sem qualquer tipo de disputa.
O reinado dele se mostrou longo e muito próspero. Ele possuía uma habilidade para domesticar animais selvagens e repteis venenosos, alguns dos quais podiam ser vistos rastejando sobre seu corpo. Ele também possuía em seu palácio um leopardo dócil.
Com um bom gosto apurado, embelezou seu palácio acrescentando praças na parte da frente e de traz, com filas de postes de bronze. Ele que deu o costume de decorar o palácio com tapeçarias.
Perto do fim de seu reinado, travou guerra com um homônimo seu: Aganjú Onisambô. Por recusar-lhe a mão de sua filha Iyayun. Nesta guerra, quatro chefes foram capturados, ao saber, Onisambô, concentiu a mão de Iyayun a Aganjú, à força.
Mas seu reinado foi ofuscado por um grande problema familiar que se transformou em tragédia. Lubegò, seu único filho, foi descoberto mantendo relações ilícitas com Iyayun, por conta disso, muitos príncipes e pessoas comuns perderam a vida. Aganju, enfurecido, sentenciou o filho com a pena máxima, a morte. Após, entristecido, Aganjú morreu, não muito tempo depois, mesmo antes do nascimento de um sucessor para o trono.
Mas Iyayun carregava, em seu ventre, um filho de Lubegò, a única esperança de um sucessor direto para o trono de Oyó. Em consequência disso, eram oferecidos no tumulo de Aganjú, oferendas para que ele deixasse que Iyayun pudesse dar a luz ao herdeiro, e, assim, sua dinastia não acabaria. Aganju, então, assim o fez, permitiu que Iyayun concebesse o filho de Lubegò, seu neto. Sendo assim, a criança foi chamada de Kori, e até ter idade para assumir o trono do Pai/Avô, Iyayun governou o reino como um homem.
No Brasil, Aganjú é cultuado como uma qualidade de Xangô, mas, segundo esse mito, ele seria seu sobrinho. E assim, mais um rei se torna Orixá.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Um ano com forte impacto em relação a discussões, brigas e guerras.
Os orixás sob essa regência são completamente temperamentais, conhecidos em sua história, lenda africanista, muito mais pelas batalhas e lutas entre si, do que propriamente pela diplomacia.
Um ano forte portanto em relação a tumultos, guerras, brigas e violência, até meados de agosto para setembro de 2015, quando as orixás femininas Oxum e Iemanjá, começam a governar junto com Ogum, e dai sim, trazendo um pouco de paz e equilibrio sobre as questões acima citadas, lembrando também quem sempre governa com todos os orixás, o senhor dos caminhos,
orixá Bará.
Ano propicio a vendavais, chuvas, ciclones.
São orixás do movimento, da paixão, do fogo ardente, portanto ano excelente para os amores, paixões, aventuras amorosas, pois quem conhece a história, sabe que esse casal de orixás tem muita história para contar sobre esse assunto.
Dois orixás que são guerreiros, que lutam, para aqueles que em seu dia a dia já são guerreiros, será um ótimo ano, eu diria melhor, será um excelente ano, muita abertura de caminhos, novas empreitadas, momento propicio para ir em busca de novos empregos, novos cursos, enfim, se qualificar para colher mais dividendos no futuro.
MAS CUIDADO, aos mesmo tempo aqueles que jogam tudo nas mãos dos orixás e deixam a preguiça, a falta de vontade de lutar tomar conta, esses orixás são punidores, e exemplares nessa arte.
A audácia, a força, a coragem, são elementos magísticos desses orixás, então aproveite o momento e sua energia que tudo dará certo para aquele que luta.
SÓ COLHE BONS FRUTOS AQUELE QUE OS PLANTA.
As cores do ano portanto são o vermelho e o verde.
Ogunhê meu Pai Patacorí Ogum!!! Eparrei Oya Beloya Beloya!!!