sábado, 5 de maio de 2012

POEMA EM HOMENAGEM A OXUM



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Ah, Minha Deusa
Quando foi a última vez
que senti a vida em mim,
feliz, suave, pulsando
num ritmo sem fim?

Quando foi que senti
o primeiro toque do amor,
a ilusão da primeira paixão,
a dor do primeiro adeus,
o sabor da primeira lágrima em vão?

Ah, Minha Deusa
me permita amar de novo,
o amor dos homens,
a paixão dos loucos,
pelo qual anseia meu corpo.

Me permita ser feliz e infeliz,
sonhar e sofrer.
Me permita te pedir
o amor que mereço nesta vida,
passageiro como a brisa.

Me permita amar e chorar,
me entregar a uma paixão qualquer.
Sentir o passado voltar,
trazendo o que me for de merecer.

Ah, Minha Deusa,
Não sabes, não sonhas,
como é triste sentir o vazio
onde um dia senti o amor.
Como é triste sorrir sem vontade,
por nem ter por que chorar.
Como é triste fingir pesadelos
quando não se tem o que sonhar.
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UMA DAS LENDAS DE OXUM







Oxum sempre foi mulher vaidosa, bela e elegante ofuscava a todos com seu brilho vistoso. Uma coisa, porém, fazia-lhe falta, queria muito saber dos mistérios de Ifá. Tinha sede do conhecimento dos oráculos, precisava conhecer o passado, presente e futuro, somente assim se sentiria realizada. Pensou bastante a respeito e resolveu procurar Bará, usou toda a sua doçura e encanto para que ele lhe ensinasse os segredos. Bará sentiu-se atraído pela bela mulher, mas não era de entregar nada gratuitamente e lhe propôs um trato. Se ela ficasse junto dele por sete anos fazendo todos os serviços de sua casa, entregaria os segredos que ela tanto desejava. Oxum aceitou e durante todo o tempo do trato, lavou, passou e cozinhou para Bará. No final do período tratado, Bará cumpriu o que havia prometido e liberou-a. A moça, entretanto havia se apaixonado e mesmo com os segredos em mãos preferiu continuar morando com ele. Assim viveram por muito tempo em perfeita harmonia. Um dia Oxum estava na beira de um rio cantando com sua maravilhosa voz enquanto penteava os cabelos. Xangô, que por ali passava, escondeu-se para ver de onde vinha tão linda melodia. Ao deparar-se com a beleza encantadora da maravilhosa mulher enamorou-se perdidamente. Impetuoso como sempre, foi até ela e declarou-se. Ela, porém, explicando sua condição de casada e feliz, recusou o amor que o homem dizia sentir. Tomado de fúria, não admitia ser contrariado, agarrou a mulher e levou-a para seu reino onde a trancafiou-a no alto de uma torre da onde somente sairia para unir-se à ele. Dias e noites sem fim se passaram e Oxum em sua masmorra apenas chorava em desespero. Enquanto isso, Bará vasculhava por todos os cantos do mundo a procura da mulher que aprendera a amar e respeitar.


Quando já estava para desistir, resolveu descansar à sombra de uma árvore, quando ouviu um canto melancólico e reconheceu imediatamente a voz que tanto amava. Rapidamente subiu até a torre e tomou conhecimento de tudo que acontecera. Tentou de todas as formas tirá-la dali, mas, Xangô havia sido previdente, usara de um artifício mágico que deixava a mulher presa dentro de um círculo e somente ele conseguiria libertá-la. Sentindo-se derrotado, Bará foi embora jurando que voltaria. Andou sorumbático pelos caminhos, a cabeça em turbilhão, quando se deparou com um velho que perguntou o porquê daquela tristeza. Onde estava a alegria tão comentada de Bará? Ele não teve forças para responder, apontou o alto da torre que se via ao longe. O velho era Oromilaia e não precisou de mais detalhes, apenas queria saber o tamanho do amor que unia aqueles dois e a resposta do rapaz foi suficiente. Tirou um saquinho de sua vestimenta e entregou a ele recomendando que aspergisse seu conteúdo sobre Oxum. Cheio de alegria e esperança Bará voltou correndo a prisão de sua amada. Sem dizer nada apenas jogou sobre ela todo o pó que Oromilaia lhe dera. No mesmo instante Oxum transformou-se em uma linda pomba dourada e saiu voando direto para seu lar onde mais tarde se reencontraram e viveram felizes por muitos anos... Até Xangô, novamente encontra-la...



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OXUM, A RAINHA DA BELEZA


Oxum é sincretizada com diversas Nossas Senhoras ao longo do Brasil. Oxum manifesta uma delicadeza e juventude rara em outros Orixás femininos. Responsável pela fertilidade e pelos recém nascidos é, sobretudo reconhecida por sua beleza, a qual as lendas adornam com ricas vestes e objetos de uso pessoal. Domina os rios e cachoeiras, imagens cristalinas de sua influência: atrás de uma superfície aparentemente calma podem existir fortes correntes e cavernas profundas.
Oxum é um Orixá feminino bem conhecido e cultuado no Brasil, onde sua imagem quase sempre é associada a maternidade, sendo comum ser invocada pela carinhosa expressão Mamãe Oxum.
Até mesmo em dias de festas, no batuque do RS, é nas rezas de Oxum que a maioria dos Orixás se manifestam. Principalmente de Oxum Docô, que auxiliou na criação da maioria dos filhos de Yemanjá.
Oxum é o nome de um rio em Oxogbo, província de Ibadã, na Nigéria. É também a morada da Deusa que lhe dá o nome, sendo ela conhecida como a dona da água doce. Portanto, seu elemento natural é o leito dos rios e, especialmente, as cachoeiras, onde costumam ser-lhe entregues as comidas e os presentes.
Tem a seu cargo o dom da fertilidade, assim como yemanjá. É a ela que se dirigem as mulheres que querem engravidar, sendo responsabilidade dela também zelar pelas crianças que estão em gestação e pelas recém nascidas.
Além dessas legações, Oxum é considerada a Deusa da beleza, do ouro, da riqueza, do dinheiro,do amor, da aliança, do casamento, da felicidade do perfume, da vaidade, do mel e tudo que é doce. Oxum é considerada uma das mais belas figuras do panteão mítico iorubá.
Pela sua beleza, Oxum teria despertado muitos amores. Mas seu relacionamento mais importante foi com Xangô.
A cor que lhe pertence é o amarelo-ouro, seu dia da semana é o sábado e, é sincretizada com várias Nossas Senhoras. Cultuamos no batuque do RS várias qualidades de Oxum entre elas a Pandá, Olobá, Demum e Docô. No altar de Oxum, além das quartinhas, pratos, vasilhas com água e axés, costuma haver flores, perfumes, leques e até bonecas. É a figura da juventude eterna, com seu jeito de criança inconsequente que julga naturalmente merecer todos os cuidados e mimos.


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sexta-feira, 4 de maio de 2012

HISTÓRIA DO EXU MARABÔ

O reino estava desolado pela súbita doença que havia que acometera a rainha. Dia após dia, a soberana definhava sobre a cama e nada mais parecia haver que pudesse ser feito para restituir-lhe a saúde. O rei, totalmente apaixonado pela mulher, já tentara de tudo, gastara vultuosas somas pagando longas viagens para os médicos dos recantos mais longínquos e nenhum deles fora sequer capaz de descobrir qual era a enfermidade que roubava a vida da jovem. Um dia, sentado cabisbaixo na sala do trono, foi informado de que havia um negro querendo falar com ele sobre a doença fatídica que rondava o palácio. Apesar de totalmente incrédulo quanto a novidades sobre o caso, pediu que o trouxessem a sua presença. Ficou impressionado com o porte do homem que se apresentou. Negro, muito alto e forte, vestia trajes nada apropriados para uma audiência real, nu, com apenas um colar de ossos de animais ao pescoço - Meu nome é Perostino majestade. Eu sei qual o mal atinge a vossa rainha. Leve-me até ela e a curarei. A dúvida envolveu o monarca em pensamentos desordenados. Como um homem que tinha toda a aparência de um feiticeiro ou rezador ou fosse lá o que fosse iria conseguir o que os médicos mais conceituados não conseguiram? Mas o desejo de sua amada ser curada foi maior que o preconceito e o negro foi levado ao quarto real. Durante três dias e três noites o negro permaneceu no quarto da rainha pedindo ervas, pedras, animais e toda a espécie de materiais naturais. Todos no palácio julgaram isso uma loucura. Como o rei podia expor sua rainha a um tratamento claramente rudimentar como aquele? No entanto, no quarto dia, a rainha levantou-se e saiu a passear pelos gramados como se nada houvesse acontecido. O casal ficou tão feliz pelo milagre acontecido que fizeram de Perostino um homem rico, e todos os casos de doenças do palácio à partir de então eram encaminhados a ele que a todos curava. Sua fama correu pelo reino e o negro tornou-se uma espécie de amuleto para os reis. Logo surgiram comentários de que ele seria um primeiro ministro que agradaria a todos, apesar de sua cor e origem, que ninguém conhecia. Ao tomar conhecimento desse fato, o rei indignou-se, ele tinha muita gratidão pelo homem, mas torná-lo autoridade? Isso nunca! Chamou-o a sua presença e ordenou que ele se retirasse do palácio, pois ele já não era mais necessário ali. O ódio tomou conta da alma de Perostino e imediatamente começou a arquitetar um plano. Disse humildemente que iria embora, mas que gostaria muito de participar de um último jantar com a família real. Contente por ter conseguido se livrar do incômodo, o rei aceitou o trato e marcou o jantar para aquela mesma noite. Sem que ninguém percebesse, Perostino colocou um veneno fortíssimo na comida que seria servida e, durante o jantar, os reis caíram mortos sobre a mesa sob o olhar malévolo de seu algoz. Sabendo que seu crime seria descoberto fugiu embrenhando-se nas matas. Arrependeu-se muito quando caiu em si, mas seus últimos dias foram pesados e duros pela dor da consciência que lhe pesava. Um ano depois dos acontecimentos aqui narrados deixou o corpo carnal vitimado por uma doença que lhe cobriu de feridas. muitos anos foram necessários para que seu espírito encontrasse o caminho ao qual se dedica até hoje. Depois de muito aprendizado foi encaminhado para uma das linhas de trabalho de Quimbanda e até hoje quando em terra, aprecia bebidas finas e o luxo ao qual foi acostumado naquele reino distante. Tornou-se um espírito sério e compenetrado que a todos atende com atenção e respeito. Laroiê Sr Marabô! Obs.: A falange de Exu Marabô é formada por inúmeros falangeiros que levam o seu nome e esta é apenas uma das muitas histórias, que eles tem para nos contar.

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quinta-feira, 3 de maio de 2012

APROVEITE A SEMANA REGIDA POR YEMAMJÁ BOMÍ


Para Prosperidade:
Vá a praia em uma sexta-feira pela manhã, pegue água da praia e macere folhas de violeta, boldo e malva. Tome banho do pescoço para baixo e use roupa azul e branca.

Cantinho dos meus leitores:
E-mail de Roberto Dutra: para sucesso em cirurgia, jogue na porta do hospital, pó de pemba branca misturada com alecrim.

Simpatia da Semana para Passar em Concursos:
Se você está se preparando para concursos públicos, faça um saquinho de pano branco e coloque dentro uma chave de metal com sete caroços de milho. Feche o saquinho com linha branca e carregue-o na bolsa ou carteira até o dia das provas. No final das provas jogue um saquinho e jogue numa grama. Faça com fé e realize seu sonho.

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quarta-feira, 2 de maio de 2012

TRADUÇÃO DAS REZAS (CONT.)


TOQUE BATÁ

T - Ogum fara fara fara Ogum fara marajó
(Ogum te aproxima do corpo do viajante)
R -  Ogum fara fara fara Ogum fara marajó
(Ogum te aproxima do corpo do viajante)
T - Oníra opé, Oníra opé Ogum à nirê Oníra wá chá wá Ogum à nirê Oníra wá chá wá Ogum à nirê
(Tome conta de nossos pensamentos, vem Ogum nos abençoe, hoje, perdoe-nos, vem tomar conta de nosso ilê, vem nos abençoar.)
R -  Oníra opé, Oníra opé Ogum à nirê Oníra wá chá wá Ogum à nirê Oníra wá chá wá Ogum à nirê
(Tome conta de nossos pensamentos, vem Ogum nos abençoe, hoje, perdoe-nos, vem tomar conta de nosso ilê, vem nos abençoar.)
T - K' lú'lú.
(Enche o povo)
R - Ou yàn, à bè là mù já
(Você nos escolhe, e nós rogamos, proteja aqueles que escolhem lutar)
T - Ogum bé wó a yin pára Ogum ajó
Ogum bé wó a yin pára Ogum ajó
Ogum bá gá
(Ogum venha nos visitar, nós o elogiamos com os atabaques, encontrando-o entre a multidão Ogum passe soberbo)
R - Adé wá rá wàrawàra àdé wá rá
(venha nos coroar com as suas bençãos)
T - Kò yà kò yà kò yà Ogum dê vi à kó yá kó yá
(Não se desvie, não se desvie, Ogum chegue resistente, venha e não desvie-se)
R - Kò yà kò yà kò yà Ogum dê vi à kó yá kó yá
(Não se desvie, não se desvie, Ogum chegue resistente, venha e não desvie-se)
T - Dê vi, dê vi Ogum à bá ga Ogum dê vi
(chegue resistente Ogum, venha, passe soberbo Ogum, chegue resistente)
R - Dê vi, dê vi Ogum à bá ga Ogum dê vi
(chegue resistente Ogum, venha, passe soberbo Ogum, chegue resistente)
T - Lha lha lha Sá yãnyãn Ogum tálá jó Sá yãnyãn
(Dispara, lança, dispara, espanta as dificuldades, Ogum dança desde o começo do caminho, espanta as dificuldades.)
R - Lha lha lha Sá yãnyãn Ogum tálá jó Sá yãnyãn
(Dispara, lança, dispara, espanta as dificuldades, Ogum dança desde o começo do caminho, espanta as dificuldades.)
T - Ogum mége mége
(Ogum se divide em sete)
R - Ara Ogum méje n'irê ou
(O corpo de Ogum se divide em sete na cidade do Ire)
T - Toní molé k'ewé toní molé K'ewé toní molé K'ewé olówuro
(Desde hoje ocupa, constrói, curta as ervas dono da manhã)
R - Fara Ogum mo itan
(Usa e monopoliza Ogum, constrói uma história)
T - Ogum p rá yára Ogum o Ogum oni rá e ka's àjo
(Ogum mata, repara, rápido Ogum vem, Ogum hoje nos repare, Ogum dance para o grupo de pessoas)
R - P rá yára Ogum o Ogum oni rá e ka's àjo
( Mata, repara, rápido Ogum vem, Ogum hoje nos repare, Ogum dance para o grupo de pessoas)

G-IJÓ

(corte na dança)

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terça-feira, 1 de maio de 2012

A RAINHA DO CORAL MARINHO TE DEIXARÁ SENSÍVEL


Regência da Semana:: Yemajá Bomi 29/04/2012

A Rainha do coral marinho te deixará sensível e organizado. Ajudará no amor e na saúde. Afaste-se de invejosos.

Simbologia:

Bomi é representada pelo ahumbé ganjé (bastão sagrado). Dia: Sexta-feira, bom  para amizades.

Oferenda:

Bolos de canjica branca, refogada com tempero verde, embrulhados em folhas de mamona.

Cores:

Prata, branco e azul, que simbolizam respeito e atraem lealdade.

Yemanjá Bomi é sábia e fascinante. Bomi, reina nos quebra-mares e recifes. è a dona de todos os corais e cauris (búzios). Usa o Ibajá (colar de búzios). Sua evocação é: Odo Fé Yabá (sua força domina as águas).

Magia de Yemanjá Bomi para seu Amor não ir embora:

Numa sexta pela manhã, pegue uma palmilha do sapato do pé direito da pessoa e enrole com sua peça intima usada, junto com um imã ferradura, e coloque no fundo de um vaso de planta. Polvilhe por cima desta roupa, essência de sândalo em pó misturada com coco ralado e açúcar mascavo. Cubra tudo com terra misturada com folhas de malva e plante em cima uma muda de margarida. Quando for regar a planta faça seus pedidos com fé a Yemanjá Bomi.

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